{"id":3202,"date":"2019-03-13T00:09:13","date_gmt":"2019-03-13T03:09:13","guid":{"rendered":"http:\/\/eee.org.br\/?page_id=3202"},"modified":"2021-03-19T14:46:21","modified_gmt":"2021-03-19T17:46:21","slug":"repensando-o-sistema-eletrico-brasileiro","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/eee.org.br\/?page_id=3202","title":{"rendered":"Repensando o Sistema El\u00e9trico Brasileiro"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"3202\" class=\"elementor elementor-3202\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-section-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-b2fdee8 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"b2fdee8\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-row\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-284409d\" data-id=\"284409d\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7d44d7c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7d44d7c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n\t\t\t\t<p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong><img src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/eee.jpg\" \/><br \/><\/strong><\/span><strong><em>Economia e Energia <\/em><\/strong><strong><em>\u2013 <\/em>Ano XXIII\u00a0 N\u00ba 102, Janeiro a Mar\u00e7o de 2019<\/strong><br \/>ISSN 1518-2932\u00a0 \u00a0<\/p><p><strong>Dispon\u00edvel em:<\/strong> <a href=\"http:\/\/ecen.com.br\">http:\/\/ecen.com.br<\/a> e <a href=\"http:\/\/ecen.com\">http:\/\/ecen.com<\/a><\/p><p><span style=\"color: #0000ff;\"><b><strong>Palavra do Editor:<\/strong><\/b><\/span><\/p><h1><strong>REPENSANDO O SISTEMA EL\u00c9TRICO BRASILEIRO<\/strong><\/h1><p>O sistema el\u00e9trico brasileiro \u00e9\u00a0<em>sui generis<\/em>\u00a0pela predomin\u00e2ncia de energias ditas limpas, do ponto de vista da emiss\u00e3o de CO2. A nuclear faz parte deste tipo de energia e sua participa\u00e7\u00e3o \u00e9 de 3% da gera\u00e7\u00e3o de eletricidade no Brasil.<\/p><p>A forte participa\u00e7\u00e3o da energia hidr\u00e1ulica praticamente exigiu a cria\u00e7\u00e3o de um sistema nacional integrado de eletricidade, administrado de forma centralizada. Esta configura\u00e7\u00e3o foi facilitada, at\u00e9 os anos noventa, pelo fato da gera\u00e7\u00e3o e transporte de energia serem estatais. A gest\u00e3o desse sistema cabia, na pr\u00e1tica, \u00e0 Eletrobras com suas empresas regionais, com algum contraponto da forte presen\u00e7a de geradoras e distribuidoras estaduais fortes.<\/p><p>A introdu\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o do capital privado nos anos noventa obrigou a mudan\u00e7a de estrutura do setor el\u00e9trico. Foi criado um \u00f3rg\u00e3o para gerir o Sistema Integrado Nacional El\u00e9trico \u2013 SIN e uma ag\u00eancia para normalizar o setor. Empresas estatais foram privatizadas e outras abriram seu capital. Foi abandonada a regionaliza\u00e7\u00e3o das geradoras. Um sistema de leil\u00f5es passou a reger as concess\u00f5es. A conjuntura de abertura econ\u00f4mica e as caracter\u00edsticas geogr\u00e1ficas dos novos aproveitamentos impediu a constru\u00e7\u00e3o de grandes reservat\u00f3rios.<\/p><p>Uma reestrutura\u00e7\u00e3o do mercado de energia el\u00e9trica foi feita sob forte influ\u00eancia do modelo brit\u00e2nico. Esta estrutura foi posta a prova no \u201capag\u00e3o\u201d de 2001 e isto abriu mais espa\u00e7o para as t\u00e9rmicas convencionais na matriz de gera\u00e7\u00e3o. Posteriormente foi aberto espa\u00e7o para as novas renov\u00e1veis, principalmente a e\u00f3lica, e tamb\u00e9m para a biomassa. A nova estrutura n\u00e3o tinha preocupa\u00e7\u00e3o especial com as regi\u00f5es menos providas dos \u201ctr\u00eas Brasis\u201d. No terceiro Brasil, desprovido das energias integradas, est\u00e3o as regi\u00f5es isoladas do SIN onde, paradoxalmente, tamb\u00e9m est\u00e3o as grandes possibilidades de gera\u00e7\u00e3o h\u00eddrica futura.<\/p><p>A situa\u00e7\u00e3o da energia nuclear n\u00e3o foi bem resolvida e continuou dependente de aportes estatais e engessada por uma fixa\u00e7\u00e3o de tarifas que n\u00e3o possibilita novos investimentos.<\/p><p>As hidrel\u00e9tricas constru\u00eddas a partir da d\u00e9cada de 1990 e as futuras n\u00e3o possuir\u00e3o reservat\u00f3rios significativos e operariam a \u201cfio d\u2019\u00e1gua\u201d onde a energia produzida \u00e9 fun\u00e7\u00e3o da capacidade das turbinas instaladas e da vaz\u00e3o moment\u00e2nea do rio que alimenta cada hidrel\u00e9trica sendo, portanto, mais sujeitas aos caprichos da natureza. Neste s\u00e9culo tem sido crescente a utiliza\u00e7\u00e3o das fontes e\u00f3lica, solar e biomassa intrinsecamente dependentes da natureza, aumentando a complexidade de atender e garantir o fornecimento de energia el\u00e9trica da maneira mais econ\u00f4mica poss\u00edvel minimizando o impacto ambiental.\u00a0<\/p><p>Estamos necessitando de uma nova vis\u00e3o do sistema el\u00e9trico brasileiro que leve mais em conta seu car\u00e1ter t\u00e3o especial. Para refletir sobre esse assunto, contamos com a colabora\u00e7\u00e3o de Othon Pinheiro da Silva, personagem de capital import\u00e2ncia na hist\u00f3ria do desenvolvimento da energia nuclear no Brasil.<\/p><p>O trabalho aqui apresentado resultou de uma demanda feita a ele pelo Presidente do Clube de Engenharia. Procuramos acrescentar alguns detalhes e ilustra\u00e7\u00f5es ao trabalho que, fundamentalmente, segue a linha de pensamento do documento originalmente concebido para atender \u00e0quela solicita\u00e7\u00e3o.<\/p><p><em>\u00a0<\/em><em>Carlos Feu Alvim<\/em><\/p><p><b style=\"color: #808080; font-size: 1rem;\"><strong>Economia e Energia \u2013 E&amp;E\u00a0 N\u00ba 102,\u00a0 janeiro a mar\u00e7o de 2018<\/strong><\/b><\/p><p><strong>| <\/strong><a href=\"http:\/\/eee.org.br\">E&amp;E\u00a0 Principal<\/a> <strong>| <\/strong><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=3138\">E&amp;E 102<\/a> |<a href=\"http:\/\/eee.org.br\/?page_id=3202\">Editorial<\/a> <strong>|<\/strong> <a href=\"http:\/\/eee.org.br\/?page_id=3188\">Sistema El\u00e9trico e Energia Nuclea<\/a><a href=\"http:\/\/eee.org.br\/?page_id=3188\">r <\/a><strong>\u00a0|<\/strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/eee.org.br\/?page_id=3138\">Toda E&amp;E 102<\/a> <strong>|<\/strong><\/p><p><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=3138\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-3156 size-large\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Capa_eee102-723x1024.png\" alt=\"\" width=\"525\" height=\"744\" data-wp-pid=\"3156\" srcset=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Capa_eee102-723x1024.png 723w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Capa_eee102-212x300.png 212w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Capa_eee102-768x1087.png 768w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Capa_eee102-800x1133.png 800w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Capa_eee102-600x850.png 600w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Capa_eee102.png 875w\" sizes=\"(max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><\/a><\/p>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Economia e Energia \u2013 Ano XXIII&nbsp; N\u00ba 102, Janeiro a Mar\u00e7o de 2019 ISSN 1518-2932&nbsp; &nbsp; Dispon\u00edvel em: http:\/\/ecen.com.br e http:\/\/ecen.com Palavra do Editor: REPENSANDO O SISTEMA EL\u00c9TRICO BRASILEIRO O sistema el\u00e9trico brasileiro \u00e9&nbsp;sui generis&nbsp;pela predomin\u00e2ncia de energias ditas limpas, do ponto de vista da emiss\u00e3o de CO2. 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