{"id":3349,"date":"2019-07-22T10:59:01","date_gmt":"2019-07-22T13:59:01","guid":{"rendered":"http:\/\/eee.org.br\/?page_id=3349"},"modified":"2020-10-12T17:19:28","modified_gmt":"2020-10-12T20:19:28","slug":"investimento-e-divida","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/eee.org.br\/?page_id=3349","title":{"rendered":"Investimento Externo \u00e9 D\u00edvida?"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"3349\" class=\"elementor elementor-3349\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-section-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-9c63f46 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"9c63f46\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-row\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2cd6d3c\" data-id=\"2cd6d3c\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-60cd814 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"60cd814\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n\t\t\t\t<p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong><img src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/eee.jpg\" \/><br \/><\/strong><\/span><strong><em>Economia e Energia <\/em><\/strong><strong><em>\u2013 <\/em>Ano XXIII\u00a0 N\u00ba <a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=3282\">\u00a0103 abril a junho de 2019<\/a><\/strong><br \/>ISSN 1518-2932\u00a0 \u00a0<\/p><p><strong>Dispon\u00edvel em:<\/strong> <a href=\"http:\/\/ecen.com.br\">http:\/\/ecen.com.br<\/a> e <a href=\"http:\/\/ecen.com\">http:\/\/ecen.com<\/a><\/p><p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Palavra do Editor:<\/strong><\/span><\/p><h1><a name=\"_Toc14444323\"><\/a><strong>INVESTIMENTO EXTERNO = D\u00cdVIDA EXTERNA?<\/strong><\/h1><p>A d\u00edvida externa \u00e9 uma obsess\u00e3o recorrente na hist\u00f3ria econ\u00f4mica brasileira<a href=\"https:\/\/eee.org.br\/?page_id=3282#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Nos anos 1980 a sent\u00edamos como um grilh\u00e3o que prendia nosso destino aos bancos internacionais e impedia nosso desenvolvimento. Em 2007, foi anunciado o seu fim e ela praticamente desapareceu dos jornais durante uma d\u00e9cada.<\/p><p>Hoje, ela ressurge como um limitante, mas segue ainda ignorada pela imprensa. A d\u00edvida externa tem uma nova cara, a parte banc\u00e1ria \u00e9 neutralizada pelas reservas e ela \u00e9 igual ao montante dos investimentos externos.<\/p><p>Sim, investimento externo = d\u00edvida externa.<\/p><p>Quem nos diz isto n\u00e3o \u00e9 um nacionalista empedernido, \u00e9 o FMI. Est\u00e1 claramente no seu Manual de Balan\u00e7o de Pagamentos, sexta edi\u00e7\u00e3o, BPM6 que o Banco Central adotou a partir de 2015.<\/p><p>O FMI determina que investimentos e reinvestimentos, assim como as aplica\u00e7\u00f5es em renda fixa de \u201cn\u00e3o residentes\u201d, fazem parte da d\u00edvida externa do Pa\u00eds pela qual, direta ou indiretamente, nosso governo e em \u00faltima inst\u00e2ncia seus cidad\u00e3os assumimos a responsabilidade.<\/p><p>Esta realidade n\u00e3o \u00e9 de agora, mas s\u00f3 passou a ser colocada com todas as letras no texto da Nota para a Imprensa sobre o Setor Externo do Banco Central, a partir de mar\u00e7o de 2019.<\/p><p>Nessa nova contabilidade, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 hoje muito menos tranquila do que faziam crer os textos das notas anteriores que, at\u00e9 ent\u00e3o, camuflavam a real situa\u00e7\u00e3o da d\u00edvida externa, s\u00f3 mostrada por inteiro nas tabelas a ela anexas.<\/p><p>Agora o retrato completo \u00e9 mostrado no texto, n\u00e3o s\u00f3 da d\u00edvida, mas de todo o passivo externo computado na Posi\u00e7\u00e3o Internacional de Investimentos \u2013 PII. Os n\u00fameros atuais voltam a merecer toda nossa aten\u00e7\u00e3o.<\/p><p>A d\u00edvida bruta externa esta pr\u00f3xima dos 700 bilh\u00f5es de d\u00f3lares e o total do Passivo Externo \u00e9 mais do dobro disso, atingindo a cerca de\u00a0<strong>1,5 trilh\u00f5es de d\u00f3lares<\/strong>\u00a0ou 80% do PIB.<\/p><p>Estar no negativo tem um alto pre\u00e7o. Uma parte \u00e9 vis\u00edvel e outra nem tanto. No ano passado, os 54 US$ bilh\u00f5es de super\u00e1vit na balan\u00e7a comercial n\u00e3o foram suficientes para fechar nossas contas externas, ainda faltaram 14 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Para que isso ocorresse, nossas exporta\u00e7\u00f5es teriam que superar as importa\u00e7\u00f5es em 40%, atingindo US$ 68 bilh\u00f5es.<\/p><p>Do lado invis\u00edvel, est\u00e3o as exporta\u00e7\u00f5es subfaturadas, o risco da mudan\u00e7a de juros internacionais e, principalmente, o dom\u00ednio do capital externo sobre o \u201cmercado\u201d, essa misteriosa for\u00e7a que comanda nossa agenda econ\u00f4mica e pol\u00edtica.<\/p><p><em>\u00a0<\/em><\/p><p><em>Carlos Feu Alvim<\/em><\/p><p><a href=\"https:\/\/eee.org.br\/?page_id=3282#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>\u00a0D\u00edvida que come\u00e7ou em 1824, apenas dois anos ap\u00f3s a independ\u00eancia, quando o Imperador Pedro I solicitou empr\u00e9stimo 3 milh\u00f5es de libras a bancos ingleses, dos quais cerca de 1,3 milh\u00f5es ficaram retidos para pagamento da d\u00edvida de Portugal.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.abphe.org.br\/arquivos\/maria-teresa-ribeiro-de-oliveira.pdf\">http:\/\/www.abphe.org.br\/arquivos\/maria-teresa-ribeiro-de-oliveira.pdf<\/a><\/p>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Economia e Energia \u2013 Ano XXIII\u00a0 N\u00ba \u00a0103 abril a junho de 2019ISSN 1518-2932\u00a0 \u00a0 Dispon\u00edvel em: http:\/\/ecen.com.br e http:\/\/ecen.com Palavra do Editor: INVESTIMENTO EXTERNO = D\u00cdVIDA EXTERNA? A d\u00edvida externa \u00e9 uma obsess\u00e3o recorrente na hist\u00f3ria econ\u00f4mica brasileira[1]. 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