{"id":451,"date":"2017-06-26T21:43:01","date_gmt":"2017-06-27T00:43:01","guid":{"rendered":"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=451"},"modified":"2019-09-04T14:58:47","modified_gmt":"2019-09-04T17:58:47","slug":"ee-95","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/eee.org.br\/?page_id=451","title":{"rendered":"E&#038;E 95"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"451\" class=\"elementor elementor-451\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-section-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-1672ed33 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"1672ed33\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-row\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-20f30e24\" data-id=\"20f30e24\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-524bd631 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"524bd631\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n\t\t\t\t<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong>[wpanchor id=&#8221;editor_95&#8243;]<\/p><p><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4 alignnone\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/eee.jpg\" alt=\"\" width=\"116\" height=\"27\" data-wp-pid=\"4\" \/><\/span><br \/><strong>Economia e Energia N\u00ba 95, Abril a Junho de 2017 &#8211; Ano XXI<\/strong><br \/>ISSN 1518-2932<\/p><p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Palavra do Editor:<\/strong><\/span><\/p><p>O desflorestamento da Amaz\u00f4nia \u00e9 um fen\u00f4meno econ\u00f4mico-social complexo que torna atrativa uma an\u00e1lise ao longo do tempo com aux\u00edlio de uma curva em S. Em uma primeira fase desse processo, prevaleceu a motiva\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de desmatar que predominou at\u00e9 que uma rea\u00e7\u00e3o social p\u00f4s travas ao processo. Justamente porque \u00e9 um fen\u00f4meno complexo, o tempo de resposta a uma mudan\u00e7a de tend\u00eancia enfrenta uma in\u00e9rcia consider\u00e1vel que se reflete no comportamento do desflorestamento acumulado.<\/p><p>O Brasil assumiu importantes compromissos na Confer\u00eancia do Clima da ONU realizada em Paris atrav\u00e9s da chamada iNDC (<em>Intended Nationally Determined Contribution<\/em>), entre eles, o de reduzir o desmatamento ilegal a zero e compensar o desmatamento legal.<\/p><p>Esses compromissos na \u00e1rea do clima n\u00e3o v\u00eam merecendo o debate adequado em nosso Pa\u00eds. As implica\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas s\u00e3o raramente discutidas pela sociedade, n\u00e3o obstante alguns documentos consistentes que o pr\u00f3prio Governo tem colocado para discuss\u00e3o. \u00c9 o caso, por exemplo, do \u201cDocumento-Base para Subsidiar os Di\u00e1logos Estruturados sobre a Elabora\u00e7\u00e3o de uma Estrat\u00e9gia de Implementa\u00e7\u00e3o e Financiamento da Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada* do Brasil ao Acordo de Paris\u201d que ainda est\u00e1 aberto a sugest\u00f5es.<\/p><p>O problema \u00e9 que neste tipo de consulta, quando n\u00e3o existe uma posi\u00e7\u00e3o bem estruturada, dos que s\u00e3o contr\u00e1rios a algumas medidas, o almejado di\u00e1logo n\u00e3o acontece realmente. Posi\u00e7\u00f5es como a dos ruralistas que se movimentam agora contra as restri\u00e7\u00f5es ao desflorestamento n\u00e3o aparecem no debate p\u00fablico pr\u00e9vio a decis\u00f5es importantes como as envolvidas na iNDC apresentada pelo Brasil na Confer\u00eancia da ONU sobre o Clima. Para que esses setores pudessem participar efetivamente do tipo de di\u00e1logo proposto, seria necess\u00e1rio que sua posi\u00e7\u00e3o estivesse bem estruturada do ponto de vista econ\u00f4mico, social ou mesmo pol\u00edtico.<\/p><p>A consequ\u00eancia, \u00e9 que o Brasil adere alegremente a compromissos internacionais sem que os setores atingidos realmente se manifestem, seja por desinteresse, seja pelo formato muito t\u00e9cnico do di\u00e1logo proposto. Depois, se surpreendem com as rea\u00e7\u00f5es externas quando o Pa\u00eds deixa de cumprir uma meta ou, simplesmente, surgem sinais de revers\u00e3o da not\u00e1vel redu\u00e7\u00e3o de desflorestamento ocorrida nos \u00faltimos anos.<\/p><p>Por falta de unidade interna em torno dos objetivos tra\u00e7ados e de acompanhamento pela m\u00eddia do progresso atingido, todo o cr\u00e9dito da revers\u00e3o no ritmo do desflorestamento amaz\u00f4nico e mesmo a singular conserva\u00e7\u00e3o da floresta ao longo dos s\u00e9culos, pareceu desaparecer pelo ralo.<\/p><p>O ocorrido na viagem presidencial \u00e0 Noruega funciona como um bom indicativo do que pode acontecer caso o Brasil resolva n\u00e3o cumprir as metas voluntariamente assumidas. No caso,que aquele pa\u00eds \u00e9 um dos principais investidores externos nas iniciativas de controle do desflorestamento do Governo Brasileiro.<\/p><p>Mesmo nacionalmente determinadas, o Brasil assume com a Declara\u00e7\u00e3o um compromisso internacional que ser\u00e1 objeto de vincula\u00e7\u00e3o a empr\u00e9stimos e at\u00e9 condicionante a acordos de coopera\u00e7\u00e3o ou de com\u00e9rcio internacional.<br \/>\u00c9 bom lembrar que, no caso do desflorestamento, a responsabilidade de oferecer compensa\u00e7\u00f5es pelo desmatamento legal j\u00e1 foi assumida pelo Governo at\u00e9 2030. Como, a partir daquele ano, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 suposto desmatamento ilegal, caber\u00e1 ao contribuinte ou ao empreendedor a responsabilidade por todas as medidas compensat\u00f3rias, caso n\u00e3o existam os esperados recursos externos.<\/p><p style=\"text-align: right;\"><em>Carlos Feu Alvim<\/em><\/p><p><em>(*) Em boa hora, o MMA mudou o nome do documento em portugu\u00eas de \u201cpretendida Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada\u201d para Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada \u2013 CND com sigla mais pr\u00f3xima da internacional e sem o termo \u201cpretendida\u00a8 de dif\u00edcil interpreta\u00e7\u00e3o e duplo sentido.\u00a0 <\/em><a href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/clima\/ndc-do-brasil\">http:\/\/www.mma.gov.br\/clima\/ndc-do-brasil<\/a><\/p><hr \/><p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Conte\u00fado:<\/strong><\/span><br \/><strong><a href=\"#editor_95\">Palavras do Editor (Acima)<\/a><\/strong><\/p><p><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=458\"><strong>Acompanhamento da Evolu\u00e7\u00e3o do Desflorestamento da Amaz\u00f4nia Usando Modelagem Matem\u00e1tica Simples<\/strong><\/a><\/p><p><strong><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=515\">As Metas Brasileiras de Emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa e a Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada &#8211; CND do Brasil<\/a><\/strong><\/p><p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/eee95p.pdf\"><br \/>Ver ou Baixar E&amp;E 95 em pdf<\/a><\/p><hr \/><p><em>Exemplares anteriores dispon\u00edveis em\u00a0<\/em><em>Economia e Energia<\/em><strong><em><br \/><\/em><\/strong><strong><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/ecen.com\"><em>http:\/\/ecen.com\u00a0<\/em><\/a>ou em<br \/><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=35\">N\u00fameros Anterioress<\/a><\/em><\/p><hr \/><p>Economia e Energia N\u00b0 95<br \/>Abril &#8211; junho 2017 &#8211; Ano XXI<\/p><p><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/eee95p.pdf\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-512 size-full\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/CAPA-eee95.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"595\" srcset=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/CAPA-eee95.jpg 420w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/CAPA-eee95-212x300.jpg 212w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/a><\/p><div>Revista E&amp;E 95 em Portugu\u00eas<\/div><p><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/eee95p.pdf\">Ver ou Baixar E&amp;E 95 em pdf<\/a><\/p>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;[wpanchor id=&#8221;editor_95&#8243;] Economia e Energia N\u00ba 95, Abril a Junho de 2017 &#8211; Ano XXI ISSN 1518-2932 Palavra do Editor: O desflorestamento da Amaz\u00f4nia \u00e9 um fen\u00f4meno econ\u00f4mico-social complexo que torna atrativa uma an\u00e1lise ao longo do tempo com aux\u00edlio de uma curva em S. 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