{"id":515,"date":"2017-07-08T19:21:44","date_gmt":"2017-07-08T22:21:44","guid":{"rendered":"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=515"},"modified":"2021-02-09T14:38:07","modified_gmt":"2021-02-09T17:38:07","slug":"515-2","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/eee.org.br\/?page_id=515","title":{"rendered":"As metas brasileiras para as emiss\u00f5es"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"515\" class=\"elementor elementor-515\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-section-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-cc17529 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"cc17529\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-row\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-3f4975fa\" data-id=\"3f4975fa\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-66945d48 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"66945d48\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n\t\t\t\t<p><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4 alignnone\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/eee.jpg\" alt=\"\" width=\"116\" height=\"27\" data-wp-pid=\"4\" \/><\/span><br \/><strong>Economia e Energia N\u00ba 95, Abril a Junho de 2017 &#8211; Ano XXI<\/strong><br \/>ISSN 1518-2932<\/p><h1><a name=\"_Toc486796905\"><\/a><strong>As Metas Brasileiras de Emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa e a Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada &#8211; CND do Brasil<\/strong><\/h1><p><em>Carlos Feu Alvim, Olga Mafra<\/em><\/p><h3><strong><span style=\"color: #33cccc;\">Resumo:<\/span><\/strong><\/h3><p>O Brasil apresentou suas metas para emiss\u00f5es de gases de efeito estufa atrav\u00e9s da Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada. As metas s\u00e3o apresentadas pelos principais itens que comp\u00f5em o Invent\u00e1rio Nacional.<\/p><p>O expressivo resultado alcan\u00e7ado no desflorestamento criou a falsa impress\u00e3o de que se pode conciliar facilmente a queda das emiss\u00f5es com o crescimento econ\u00f4mico. Nos outros itens, a emiss\u00e3o continuou a crescer. Aborda-se o problema da falta de discuss\u00e3o dos setores interessados na fixa\u00e7\u00e3o de metas que podem travar o desenvolvimento.<\/p><h3><strong><span style=\"color: #33cccc;\">Palavras Chave:<\/span><\/strong><\/h3><p>Efeito estufa, GES, gases de efeito estufa, desflorestamento, desmatamento, emiss\u00f5es, desenvolvimento econ\u00f4mico<\/p><h1><a name=\"_Toc486796906\"><\/a><strong>1\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>As Emiss\u00f5es de GEE de 1990 a 2014<\/strong><\/h1><p>O Brasil apresentou em sua (pretendida) Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada &#8211; CND uma perspectiva de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es ambiciosa conforme solicitada para os Pa\u00edses para a Confer\u00eancia de Paris. Neste documento, mais conhecido pela sigla em ingl\u00eas iNDC (<em>Intended Nationally Determined Contribution<\/em>), cada pa\u00eds apresentou as medidas pretendidas para contribuir com o objetivo de de limitar em 2\u00b0C o aumento da temperatura atmosf\u00e9rica mundial. O Brasil apresentou em sua Declara\u00e7\u00e3o as metas e medidas pretendidas nos horizontes de tempo 2025 e 2030. <a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p><p>Os resultados apresentados para as emiss\u00f5es (at\u00e9 2014) estavam em bom acordo com o tamb\u00e9m ambicioso esfor\u00e7o prometido na Confer\u00eancia do Clima de Copenhagen em 2009. O Minist\u00e9rio de Meio Ambiente MMA, no p\u00f3s-Confer\u00eancia de Paris, eliminou o termo \u201cpretendida\u201d sob a alega\u00e7\u00e3o de que, ap\u00f3s a retifica\u00e7\u00e3o, as a\u00e7\u00f5es e medidas propostas passaram a ser um compromisso. A interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 discut\u00edvel uma vez que a contribui\u00e7\u00e3o brasileira s\u00f3 se tornar\u00e1 efetiva quando for concretizada. Em todo caso, tem o m\u00e9rito de evitar o termo \u201cpretendida\u201d que sempre exigia explica\u00e7\u00f5es sobre seu significado e guarda um inc\u00f4modo duplo sentido\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p><p>A Figura 1 mostra o resultado alcan\u00e7ado relativo \u00e0s emiss\u00f5es com destaque ao \u00eaxito na conten\u00e7\u00e3o do desflorestamento, principalmente na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, abordado nesta edi\u00e7\u00e3o da E&amp;E.<\/p><p>\u00c9 f\u00e1cil perceber que as emiss\u00f5es atribu\u00eddas ao item Floresta e Usos da Terra parecem de natureza bem diferente que as demais representadas pelo item \u201cOutros\u201d. Enquanto as demais t\u00eam um ritmo de crescimento que pode-se supor diretamente ligado \u00e0 atividade econ\u00f4mica, as emiss\u00f5es fundamentalmente ligadas ao desflorestamento tem outra din\u00e2mica.<\/p><p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura1emis.gif\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-522\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura1emis.gif\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"322\" \/><\/a>Figura 1: Emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa &#8211; GEE de Florestas e Usos da Terra e das demais atividades (Outros)<\/p><p>O desflorestamento, como foi tratado no artigo espec\u00edfico inclu\u00eddo neste n\u00famero, poderia guardar alguma rela\u00e7\u00e3o com a atividade econ\u00f4mica atrav\u00e9s da taxa de seu crescimento do PIB. Foi apontado na E&amp;E 86<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a> que, em alguns anos, o crescimento da atividade econ\u00f4mica parecia associado aos picos de crescimento observados no desflorestamento. Se a supress\u00e3o da floresta se d\u00e1 por press\u00e3o da expans\u00e3o de atividades econ\u00f4micas como a extra\u00e7\u00e3o de madeira, a minera\u00e7\u00e3o, a agricultura e a pecu\u00e1ria, o desflorestamento poderia estar ligado a movimentos de expans\u00e3o do PIB fazendo parte do \u201cinvestimento\u201d para a expans\u00e3o dessas atividades. N\u00e3o foi poss\u00edvel, no entanto, encontrar correla\u00e7\u00e3o significativa entre o crescimento do PIB do pa\u00eds e o desflorestamento, mesmo considerado alguma defasagem entre as duas vari\u00e1veis. Como as emiss\u00f5es relativas a florestas e uso da terra seguem de perto o desmatamento da Amaz\u00f4nia, n\u00e3o foi tamb\u00e9m identificada uma rela\u00e7\u00e3o direta entre o crescimento do PIB e das emiss\u00f5es. Essas duas grandezas est\u00e3o representadas na Figura 2.<\/p><p><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura2emis.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-521\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura2emis.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"292\" srcset=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura2emis.jpg 420w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura2emis-300x209.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/a><\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 2: Crescimento anual do PIB e emiss\u00f5es de GEE relativas a 2005<\/p><p>O invent\u00e1rio nacional apresenta as emiss\u00f5es na classifica\u00e7\u00e3o:<\/p><ul><li>Agropecu\u00e1ria<\/li><li>Energia<\/li><li>Processos Industriais<\/li><li>Tratamento de Res\u00edduos<\/li><li>Uso da terra, Mudan\u00e7a do Uso da Terra e Florestas<\/li><\/ul><p>Os quatro primeiros itens correspondem ao \u201cOutros\u201d e a participa\u00e7\u00e3o na emiss\u00e3o dos itens (ou setores) \u00e9 indicada na Figura 3 ao longo do per\u00edodo;<\/p><p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura3emis.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-520\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura3emis.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"320\" srcset=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura3emis.jpg 420w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura3emis-300x229.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/a><\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 3::Emiss\u00f5es de setores n\u00e3o diretamente ligados \u00e0s florestas e uso do da terra<\/p><p>Os setores representados na Figura 2 t\u00eam um comportamento crescente e \u00e9 interessante estuda-los referidos ao PIB. O desacoplamento entre as emiss\u00f5es e o PIB \u00e9 o resultado desejado das pol\u00edticas relativas \u00e0s emiss\u00f5es. Se esse desacoplamento n\u00e3o for alcan\u00e7ado e se forem fixadas metas r\u00edgidas absolutas para as emiss\u00f5es isso significaria limitar o crescimento e o bem-estar da popula\u00e7\u00e3o. Em pa\u00edses onde o n\u00edvel de renda \u00e9 ainda considerado insuficiente como o Brasil isto n\u00e3o seria aceit\u00e1vel.<\/p><h1><a name=\"_Toc486796907\"><\/a><strong>2\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>Emiss\u00f5es de GEE e o PIB<\/strong><\/h1><p>Uma boa maneira de verificar o desejado desacoplamento entre emiss\u00f5es e PIB \u00e9 estudar o comportamento das emiss\u00f5es de GEE \/ PIB.<\/p><p>Na Figura 3 est\u00e3o representados os valores de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa por PIB (medido em paridade de poder de compra PPP em US$ de 2010). O comportamento Emiss\u00f5es de GEE \/ PIB PPP atenua as oscila\u00e7\u00f5es anuais quando comparado com o dos valores absolutos, mostrada na Figura 1 e mostra os quatro primeiros itens com ums intensidade de emiss\u00f5es bastante est\u00e1vel ao longo do tempo..<\/p><p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura4emis.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-519\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura4emis.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"347\" srcset=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura4emis.jpg 420w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura4emis-300x248.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/a><\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 4: Emiss\u00f5es de GEE em equivalente a CO2 por unidade de PIB (intensidade de emiss\u00f5es)<\/p><p>Os dados das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, convertidos para equivalente de CO2 s\u00e3o os do sistema Sirene do MCTIC<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a> e os dados do PIB em PPP (sigla inglesa de paridade de poder de compra) foram obtidos da base de dados do Banco Mundial<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a>, os publicados no portal do IPEADATA<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a>,; para os \u00faltimos anos, tomam-se os valores do crescimento real do PIB anual ou inferido a partir dos dados quadrimestrais publicados pelo IBGE, dispon\u00edveis no mesmo portal.<\/p><p>O que diz o comportamento da intensidade de emiss\u00f5es, mostrada na Figura 4, \u00e9 que n\u00e3o houve, o propalado desacoplamento das emiss\u00f5es e o PIB no Brasil, quando se exclui o desflorestamento.<\/p><p>A queda da intensidade das emiss\u00f5es de GEE vem ocorrendo em muitos pa\u00edses desenvolvidos por um conjunto de raz\u00f5es que incluem, as energias renov\u00e1veis, os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e a melhor gest\u00e3o energ\u00e9tica (principalmente conserva\u00e7\u00e3o). Existe um lado menos salientado na divulga\u00e7\u00e3o desse sucesso relativo a mudan\u00e7a da composi\u00e7\u00e3o do PIB (maior participa\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os), a mudan\u00e7a do perfil de consumo de combust\u00edveis f\u00f3sseis em favor do g\u00e1s natural, matriz dos energ\u00e9ticos (substitui\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o e derivados de petr\u00f3leo por g\u00e1s natural) e o deslocamento de parte da produ\u00e7\u00e3o para pa\u00edses menos desenvolvidos embutida na globaliza\u00e7\u00e3o.<\/p><p>No Brasil, esgotados os ganhos no desflorestamento, tamb\u00e9m \u00e9 dif\u00edcil avan\u00e7ar em uma matriz energ\u00e9tica que j\u00e1 \u00e9 das mais limpas do mundo. A redu\u00e7\u00e3o de intensidade de emiss\u00f5es ter\u00e1 que ser feita atuando sobre a efici\u00eancia j\u00e1 que n\u00e3o se estima um grande avan\u00e7o na participa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os que j\u00e1 est\u00e1 pr\u00f3xima da dos pa\u00edses desenvolvidos. Na agricultura e sobretudo na pecu\u00e1ria h\u00e1 margens para redu\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de metano.<\/p><p>A Figura 5 mostra ainda que o ponto de refer\u00eancia adotados para as metas (2005), \u00e9 de uma intensidade elevada para as emiss\u00f5es totais e as ligadas a florestas e uso da terra mas que nas outras atividades \u00e9 muito pr\u00f3ximo aos n\u00edveis atuais para as outras atividades.<\/p><p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura5emis.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-518\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura5emis.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"281\" srcset=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura5emis.jpg 420w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura5emis-300x201.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/a><\/p><p>Figura 5: Intensidade de emiss\u00f5es relativa ao PIB e ponto de refer\u00eancia para as metas estabelecidas<\/p><h1><a name=\"_Toc486796908\"><\/a><strong>3\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>As Metas para Emiss\u00f5es de GEE para 1025 e 2030<\/strong><\/h1><p>A m\u00e9trica proposta para a iNDC brasileira foi baseada na equival\u00eancia em CO2 Global Warming Potential para o per\u00edodo de 100 anos (GWP-100). Os valores do Invent\u00e1rio, elaborado pelo MTCIC, usam os valores do 5\u00ba Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o do IPCC (AR-5) as vezes referido como GWP-1995. Os gr\u00e1ficos das Figuras 1 e 2 foram expressos na equival\u00eancia adotada pelo MCTIC.<\/p><p>As metas est\u00e3o resumidas na Tabela 1, conforme documento do MMA Bases para a Elabora\u00e7\u00e3o da iNDC Brasileira<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a>. As metas da iNDC apresentadas na Confer\u00eancia de Paris s\u00e3o concordantes com os dados do MMA.<\/p><p style=\"text-align: center;\">Tabela 1: Emiss\u00f5es por Setor em mil t CO2e\/ano e Metas Brasil<\/p><table><tbody><tr><td width=\"175\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">1990<\/td><td width=\"49\">2005<\/td><td width=\"49\">2005*<\/td><td width=\"49\">2025<\/td><td width=\"49\">2030<\/td><\/tr><tr><td width=\"175\">Energia<\/td><td width=\"49\">194<\/td><td width=\"49\">332<\/td><td width=\"49\">313<\/td><td width=\"49\">598<\/td><td width=\"49\">688<\/td><\/tr><tr><td width=\"175\">Agropecu\u00e1ria<\/td><td width=\"49\">356<\/td><td width=\"49\">484<\/td><td width=\"49\">392<\/td><td width=\"49\">470<\/td><td width=\"49\">489<\/td><\/tr><tr><td width=\"175\">Floresta e Uso da Terra<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><\/tr><tr><td width=\"175\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Emiss\u00e3o<\/td><td width=\"49\">826<\/td><td width=\"49\">1.398<\/td><td width=\"49\">1.905<\/td><td width=\"49\">392<\/td><td width=\"49\">143<\/td><\/tr><tr><td width=\"175\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Remo\u00e7\u00e3o<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">211<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">274<\/td><td width=\"49\">274<\/td><\/tr><tr><td width=\"175\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 L\u00edquido<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">1.187<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">118<\/td><td width=\"49\">-131<\/td><\/tr><tr><td width=\"175\">Processos Industriais<\/td><td width=\"49\">48<\/td><td width=\"49\">77<\/td><td width=\"49\">81<\/td><td width=\"49\">98<\/td><td width=\"49\">99<\/td><\/tr><tr><td width=\"175\">Tratamento de Res\u00edduos<\/td><td width=\"49\">12<\/td><td width=\"49\">54<\/td><td width=\"49\">45<\/td><td width=\"49\">61<\/td><td width=\"49\">63<\/td><\/tr><tr><td width=\"175\">Total<\/td><td width=\"49\">1.436<\/td><td width=\"49\">2.134<\/td><td width=\"49\">2.736<\/td><td width=\"49\">1.345<\/td><td width=\"49\">1.208<\/td><\/tr><tr><td width=\"175\">Total sem remo\u00e7\u00e3o<\/td><td width=\"49\">1.436<\/td><td width=\"49\">2.345<\/td><td width=\"49\">2.736<\/td><td width=\"49\">1.619<\/td><td width=\"49\">1.482<\/td><\/tr><tr><td width=\"175\">Redu\u00e7\u00e3o Emiss\u00f5es GEE**<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">37%<\/td><td width=\"49\">43%<\/td><\/tr><tr><td width=\"175\">Redu\u00e7\u00e3o Emiss.\/ PIB**<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">66%<\/td><td width=\"49\">75%<\/td><\/tr><tr><td width=\"175\">Crescimento do PIB**<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">\u00a0<\/td><td width=\"49\">85%<\/td><td width=\"49\">126%<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><p>Valores MMA em mil t CO2e\/ano Equival\u00eancia GWP 100 (AR5)<br \/>(*) Valores do MCTIC em Equiv CO2 GWP 1995 (SAR)<br \/>(**)Valores Relativos a 2005<\/p><p>Podem-se observar diferen\u00e7as entre os valores das duas equival\u00eancias nas duas colunas relativas a 2005. Tamb\u00e9m o documento final da iNDC brasileira adotou os valores propostos pelo MMA e adotado na iNDC brasileira Inclui remo\u00e7\u00e3o em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o e Terras Ind\u00edgenas. Para se ter uma ideia de como as metas propostas alteram a tend\u00eancia observada, considerou-se neste trabalho que a varia\u00e7\u00e3o relativa das emiss\u00f5es em GWP 1995 (dados do MCTIC) seria a mesma da considerada na Tabela 1 para os dados em GWP 100, sem considerar a remo\u00e7\u00e3o das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o e Terras Ind\u00edgenas. Os valores do crescimento do PIB foram inferidos dos percentuais de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es por PIB e das emiss\u00f5es assinaladas na Tabela 1.<\/p><p>Os valores dos anos de refer\u00eancia e os projetados s\u00e3o mostrados na Tabela 2 na equival\u00eancia GWP.1995 usada no invent\u00e1rio. Os valores das metas s\u00e3o proporcionais \u00e0s assinaladas para a equival\u00eancia GWP 100 (AR5) usada na iNDC<\/p><p>Tabela 2::Valores do Invent\u00e1rio e projetados em GWP 1995<\/p><table width=\"446\"><tbody><tr><td width=\"67\">\u00a0<\/td><td width=\"67\">Agropecu\u00e1ria<\/td><td width=\"67\">Energia<\/td><td width=\"67\">Pr. Industriais<\/td><td width=\"67\">Tr. Res\u00edduos<\/td><td width=\"67\">Floresta e Uso da Terra<\/td><td width=\"44\">Total<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"7\" width=\"446\">Intensidades de Emiss\u00f5es kg de CO2 equiv; \/ US$ 2010 PPP<\/td><\/tr><tr><td width=\"67\">2005<\/td><td width=\"67\">0,221<\/td><td width=\"67\">0,176<\/td><td width=\"67\">0,046<\/td><td width=\"67\">0,026<\/td><td width=\"67\">1,073<\/td><td width=\"44\">1,542<\/td><\/tr><tr><td width=\"67\">2014<\/td><td width=\"67\">0,176<\/td><td width=\"67\">0,195<\/td><td width=\"67\">0,039<\/td><td width=\"67\">0,026<\/td><td width=\"67\">0,097<\/td><td width=\"44\">0,533<\/td><\/tr><tr><td width=\"67\">2025<\/td><td width=\"67\">0,116<\/td><td width=\"67\">0,171<\/td><td width=\"67\">0,031<\/td><td width=\"67\">0,016<\/td><td width=\"67\">0,162<\/td><td width=\"44\">0,496<\/td><\/tr><tr><td width=\"67\">2030<\/td><td width=\"67\">0,099<\/td><td width=\"67\">0,161<\/td><td width=\"67\">0,026<\/td><td width=\"67\">0,013<\/td><td width=\"67\">0,048<\/td><td width=\"44\">0,348<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"7\" width=\"446\">Metas de Redu\u00e7\u00e3o de Intensidade relativas a 2005<\/td><\/tr><tr><td width=\"67\">2025<\/td><td width=\"67\">-48%<\/td><td width=\"67\">-3%<\/td><td width=\"67\">-31%<\/td><td width=\"67\">-39%<\/td><td width=\"67\">-85%<\/td><td width=\"44\">-68%<\/td><\/tr><tr><td width=\"67\">\u00a02030<\/td><td width=\"67\">-55%<\/td><td width=\"67\">-8%<\/td><td width=\"67\">-43%<\/td><td width=\"67\">-48%<\/td><td width=\"67\">-95%<\/td><td width=\"44\">-77%<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"7\" width=\"446\">Metas de Redu\u00e7\u00e3o de Intensidade relativas a 2014<\/td><\/tr><tr><td width=\"67\">2025<\/td><td width=\"67\">-34%<\/td><td width=\"67\">-12%<\/td><td width=\"67\">-20%<\/td><td width=\"67\">-40%<\/td><td width=\"67\">68%<\/td><td width=\"44\">-7%<\/td><\/tr><tr><td width=\"67\">2030<\/td><td width=\"67\">-44%<\/td><td width=\"67\">-17%<\/td><td width=\"67\">-34%<\/td><td width=\"67\">-49%<\/td><td width=\"67\">-50%<\/td><td width=\"44\">-35%<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><p>Os valore hist\u00f3ricos e os das metas para Florestas e Uso da Terra, \u201cOutros\u201d e Total s\u00e3o mostrados na Figura 6. A Figura 7 mostra o comportamento dessas vari\u00e1veis para os componentes do \u201cOutros\u201d.<\/p><p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura6emis.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-517\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura6emis.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"247\" srcset=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura6emis.jpg 420w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura6emis-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/a><\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 6: Emiss\u00f5es de GEE por PIB para o Total, Florestas e Uso da Terra e \u201cOutros\u201d e metas para 2025 e 2030.<\/p><p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura7emis.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-516\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura7emis.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"270\" srcset=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura7emis.jpg 420w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Figura7emis-300x193.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/a><\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 7: Emiss\u00f5es\/PIB Total para os diversos setores e metas para 2025 e 2030.<\/p><p>Existem dois trabalhos que buscam equacionar as mudan\u00e7as a serem realizadas para alcan\u00e7ar os objetivos do que \u00e9 hoje um compromisso internacional assumido. As promessas relativas ao conjunto do Pa\u00eds encontram respaldo no esfor\u00e7o feito at\u00e9 2014 sem chamar a aten\u00e7\u00e3o que quase toda a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es se deram na \u00e1rea onde era maior a contribui\u00e7\u00e3o brasileira que era o desflorestamento. Uma an\u00e1lise dos diversos setores envolvidos, inclusive com tentativas de quantificar investimentos foi feita pelo MMA e tamb\u00e9m pelo MCTIC.<\/p><p>A Tabela 2 e as Figuras 6 e 7 indicam esfor\u00e7os radicais, principalmente na Agropecu\u00e1ria onde se acredita que a maior produtividade associada ao confinamento do gado e suplementa\u00e7\u00e3o alimentar adequada poder\u00e3o reduzir as emiss\u00f5es de metano.<\/p><p>A intensidade de emiss\u00f5es (relativas ao PIB) no Brasil j\u00e1 se encontra em um patamar muito baixo em raz\u00e3o da presen\u00e7a dos renov\u00e1veis. Manter os atuais coeficientes j\u00e1 \u00e9 um desafio para muitos setores. N\u00e3o parece racional a passividade nos setores produtivos na aceita\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es adicionais em alguns destes itens. Talvez muitos acreditam que recursos externos ou do pr\u00f3prio governo resolver\u00e3o os problemas: isto \u00e9 certamente uma ilus\u00e3o.<\/p><p>As metas que se transformaram em compromisso, s\u00e3o ambiciosas como solicitadas aos pa\u00edses. As metas Emiss\u00f5es\/PIB setoriais podem se revelar incompat\u00edveis com o crescimento. A recente tentativa de modifica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o sobre o uso da terra na Amaz\u00f4nia \u00e9 talvez a primeira rea\u00e7\u00e3o organizada de setores econ\u00f4micos contra medidas associadas \u00e0s emiss\u00f5es de GEE. Seria melhor para o conceito do Pa\u00eds que as metas merecessem uma discuss\u00e3o mais profunda antes de serem assumidas.<\/p><p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p><p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> \u201cO Brasil apresentou em 2015 sua pretendida Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada (iNDC) ao Acordo de Paris. Com o dep\u00f3sito do instrumento de ratifica\u00e7\u00e3o do acordo pelo Pa\u00eds, em setembro de 2016, a Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil deixou de ser \u201cpretendida\u201d. O Brasil assumiu, pelo acordo, o qual entrou em vigor no plano internacional em 4 de novembro de 2016, o compromisso de implantar a\u00e7\u00f5es e medidas que apoiem o cumprimento das metas estabelecidas na NDC <a href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/clima\/ndc-do-brasil\">http:\/\/www.mma.gov.br\/clima\/ndc-do-brasil<\/a> em 29\/06\/2017<\/p><p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Entre as significa\u00e7\u00f5es da palavre registrada no Dicion\u00e1rio Aur\u00e9lio est\u00e1: \u201cAfirmar, sustentar ou asseverar (sem fundamento)\u201d <a href=\"https:\/\/dicionariodoaurelio.com\/pretendida\">https:\/\/dicionariodoaurelio.com\/pretendida<\/a> em 29\/09\/2017<\/p><p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> Vargas J. I. e Gorgozinho, P. M. Modelagem Matem\u00e1tica Simples do Desmatamento da Amaz\u00f4nia 2012 em\u00a0 http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/eee86p.pdf<\/p><p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> Governo Federal Sistema Sirene MCTIC, consultado 27\/05\/2017 em<\/p><p><a href=\"http:\/\/sirene.mcti.gov.br\/emissoes-em-co2-e-por-setor;jsessionid=629C002791063381D316C4BADF15B85F.columba\">http:\/\/sirene.mcti.gov.br\/emissoes-em-co2-e-por-setor;jsessionid=629C002791063381D316C4BADF15B85F.columba<\/a><\/p><p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> Banco Mundial, World Development Indicators em http:\/\/data.worldbank.org\/data-catalog\/world-development-indicators<\/p><p><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> <a href=\"http:\/\/www.ipeadata.gov.br\/Default.aspx\">http:\/\/www.ipeadata.gov.br\/Default.aspx<\/a><\/p><p><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a> Governo Brasileiro MMA 2016 Fundamentos para a elabora\u00e7\u00e3o da Pretendida Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada (iNDC) do Brasil no contexto do Acordo de Paris sob a UNFCCC.<\/p><p>http:\/\/www.mma.gov.br\/images\/arquivos\/clima\/convencao\/indc\/Bases_elaboracao_iNDC.pdf<\/p>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Economia e Energia N\u00ba 95, Abril a Junho de 2017 &#8211; Ano XXI ISSN 1518-2932 As Metas Brasileiras de Emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa e a Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada &#8211; CND do Brasil Carlos Feu Alvim, Olga Mafra Resumo: O Brasil apresentou suas metas para emiss\u00f5es de gases de efeito estufa atrav\u00e9s da Contribui\u00e7\u00e3o &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"http:\/\/eee.org.br\/?page_id=515\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;As metas brasileiras para as emiss\u00f5es&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":451,"menu_order":1,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/515"}],"collection":[{"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=515"}],"version-history":[{"count":12,"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/515\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4479,"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/515\/revisions\/4479"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/451"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=515"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}