{"id":900,"date":"2017-11-28T15:22:12","date_gmt":"2017-11-28T17:22:12","guid":{"rendered":"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=900"},"modified":"2019-09-05T15:05:32","modified_gmt":"2019-09-05T18:05:32","slug":"a-divida-externa-reapareceu","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/eee.org.br\/?page_id=900","title":{"rendered":"A D\u00edvida Externa Reapareceu?"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"900\" class=\"elementor elementor-900\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-section-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-1047fc70 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"1047fc70\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-row\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-8d7d483\" data-id=\"8d7d483\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-59bbf95f elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"59bbf95f\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n\t\t\t\t<p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong><em><span style=\"color: #808080;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4 alignnone\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/eee.jpg\" alt=\"\" width=\"116\" height=\"27\" data-wp-pid=\"4\" \/><\/span><br \/><\/span><\/em><span style=\"color: #808080;\"><span style=\"color: #000000;\">Economia e Energia &#8211; E&amp;E\u00a0 \u00a0 <\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\">N\u00ba 97, outubro a dezembro \u00a02017<\/span><em><span style=\"color: #000000;\"><br \/><\/span><\/em><\/strong><span style=\"color: #000000;\">ISSN 1518-2932<\/span><\/span><\/p><p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong><em>Artigo:<\/em><\/strong><\/span><\/p><h1><a name=\"_Toc499293188\"><\/a><a name=\"_Toc491082897\"><\/a><strong>A D\u00edvida Externa<\/strong><strong> Reapareceu?<\/strong><\/h1><p><em>Carlos Feu Alvim e Olga Mafra<\/em><\/p><p><em>\u00a0<\/em><a name=\"_Toc499293189\"><\/a>Resumo<\/p><p>A D\u00edvida Externa Bruta em setembro de 2017 aparece em dois valores bastante diferentes (321 e 684 bilh\u00f5es de d\u00f3lares) nos documentos do Banco Central. O valor publicado pelo Banco Mundial para 2016 \u00e9 de 543 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. A inclus\u00e3o ou n\u00e3o de itens recomendados pelo FMI explica essa diferen\u00e7a. A ado\u00e7\u00e3o de um ou outro valor mexe ainda com o marco do muito celebrado fim da d\u00edvida externa nacional.<\/p><h3><a name=\"_Toc499293190\"><\/a>Palavras Chave<\/h3><p>Brasil, d\u00edvida externa, posi\u00e7\u00e3o internacional de investimentos, BPM6, FMI, juros internos, indicadores da d\u00edvida.<\/p><h2><a name=\"_Toc499293191\"><\/a>1.\u00a0\u00a0 Qual \u00e9 o Valor da D\u00edvida Externa?<\/h2><p>Atrav\u00e9s de Nota para a Imprensa relativa ao Setor Externo (1) o Banco Central \u2013 BC divulga mensalmente o valor da D\u00edvida Externa Bruta do Brasil que em setembro era de <strong>US$ 321 bi.<\/strong> O notici\u00e1rio especializado dos jornais brasileiros registra, sem destaque, esta cifra que \u00e9 tranquilizadora, frente ao n\u00edvel de reservas externas existente, de US$ 386 bi. Ou seja, as resevas excederiam o montante da d\u00edvida em US$ 67 bi. As \u201cS\u00e9ries Hist\u00f3ricas da D\u00edvida Externa Bruta\u201d (2) registram, no entanto, um valor que \u00e9 mais que o dobro do apresentado \u00e0 imprensa interna e que atingiria, ao final de setembro, <strong>US$ 684 bi<\/strong>. Este \u00e9 um valor muito mais pr\u00f3ximo do que consta para o Brasil nos Indicadores de Desenvolvimento do Banco Mundial (3) para 2016 de <strong>US$ 543 bi<\/strong>.<\/p><p>A raz\u00e3o dessa aparente discrep\u00e2ncia pode ser vista na planilha (4), que o BC divulga como anexo \u00e0 mencionada Nota que mostra, em seu Quadro XXVII, os componentes adicionais e o total da D\u00edvida Externa, designado sob o eufemismo de \u201cd\u00edvida externa bruta, inclusive opera\u00e7\u00f5es intercompanhia e t\u00edtulos de renda fixa negociados no mercado dom\u00e9stico e detidos por n\u00e3o residentes\u201d.<\/p><p>O valor maior resulta da aplica\u00e7\u00e3o de normas do FMI, periodicamente revistas. A Sexta Revis\u00e3o do Manual do FMI para Balan\u00e7o de Pagamentos, conhecida pela sigla inglesa,\u00a0 BPM6)\u00a0(5), foi adotada pelo Brasil a partir de 2016 (dados de 2015) tendo o BC recalculado tamb\u00e9m dados de anos anteriores. Os impactos da \u00faltima revis\u00e3o da metodologia do Balan\u00e7o de Pagamentos, em diversos par\u00e2metros, foram anteriormente comentados nesta revista\u00a0(6).<\/p><h2><a name=\"_Toc499293192\"><\/a>2.\u00a0\u00a0 Acr\u00e9scimo \u00e0 D\u00edvida Externa pela Metodologia do FMI<\/h2><p>O quadro dos componentes da d\u00edvida externa e valores que podem ser relacionados a ela est\u00e3o resumidos na Tabela 1.<\/p><p>Examinando a Tabela 1, observa-se que os itens inclu\u00eddos para atender a normaliza\u00e7\u00e3o do FMI mais que dobram o valor final da d\u00edvida externa. O Brasil resistiu como pode a incluir as \u201copera\u00e7\u00f5es intercompanhias\u201d (geralmente do tipo empr\u00e9stimo matriz X filial), em sua d\u00edvida externa. Afinal, o Governo \u00e9 responsabilizado pelo seu montante ente \u00e0 comunidade internacional e ao pr\u00f3prio FMI. Esta resist\u00eancia \u00e9 compreens\u00edvel porque os \u00f3rg\u00e3os de governo t\u00eam pouco controle sobre este tipo de neg\u00f3cio e at\u00e9 mesmo sobre os valores envolvidos.<\/p><p>Parte desses recursos pode, por exemplo, ser alocada a investimentos justificados pela transfer\u00eancia de m\u00e1quinas entre unidades do exterior para o Brasil, que pode incluir material obsoleto, cujo valor comercial \u00e9 dificilmente verific\u00e1vel. Esse problema de registro das opera\u00e7\u00f5es entre empresas \u00e9 anterior \u00e0 \u00faltima revis\u00e3o do Manual.<\/p><p>Tabela 1: Valores Relacionados \u00e0 D\u00edvida Externa<br \/>em Setembro de 2017<\/p><table width=\"100%\"><tbody><tr><td width=\"54%\">\u00a0<\/td><td width=\"19%\">US$ bilh\u00f5es<\/td><td width=\"10%\">% PIB<\/td><td width=\"15%\">% Export.<\/td><\/tr><tr><td width=\"54%\">D\u00edvida Externa Bruta<br \/>(conceito tradicional)<\/td><td width=\"19%\">321<\/td><td width=\"10%\">18%<\/td><td width=\"15%\">153%<\/td><\/tr><tr><td width=\"54%\">Opera\u00e7\u00f5es Intercompanhia (*)<\/td><td width=\"19%\">236<\/td><td width=\"10%\">13%<\/td><td width=\"15%\">112%<\/td><\/tr><tr><td width=\"54%\">T\u00edtulos de Renda Fixa detidos por n\u00e3o residentes (*)<\/td><td width=\"19%\">127<\/td><td width=\"10%\">7%<\/td><td width=\"15%\">60%<\/td><\/tr><tr><td width=\"54%\"><p><strong>D\u00edvida Externa Bruta<\/strong><\/p><p><strong>\u00a0(normas FMI)<\/strong><\/p><\/td><td width=\"19%\"><strong>684<\/strong><\/td><td width=\"10%\"><strong>38%<\/strong><\/td><td width=\"15%\"><strong>326%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td width=\"54%\">Reservas Internacionais<\/td><td width=\"19%\">386<\/td><td width=\"10%\">21%<\/td><td width=\"15%\">184%<\/td><\/tr><tr><td width=\"54%\"><strong>D\u00edvida Externa L\u00edquida<\/strong><\/td><td width=\"19%\"><strong>298<\/strong><\/td><td width=\"10%\"><strong>17%<\/strong><\/td><td width=\"15%\"><strong>142%<\/strong><\/td><\/tr><tr><td width=\"54%\">Passivo na Posi\u00e7\u00e3o Internacional de Investimentos PII<\/td><td width=\"19%\">1580<\/td><td width=\"10%\">88%<\/td><td width=\"15%\">750%<\/td><\/tr><tr><td width=\"54%\">PIB estimado para 2017<\/td><td width=\"19%\">1800<\/td><td width=\"10%\">100%<\/td><td width=\"15%\">857%<\/td><\/tr><tr><td width=\"54%\">Exporta\u00e7\u00f5es previstas para 2017<\/td><td width=\"19%\">210<\/td><td width=\"10%\">12%<\/td><td width=\"15%\">100%<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><p>(*) Valores acrescidos \u00e0 Divida Externa a partir de normas do FMI<\/p><p>A maneira de contornar essa diverg\u00eancia foi informar, para uso interno, o valor tradicional da d\u00edvida (primeira linha) e, para as autoridades internacionais o valor \u201cincluindo as opera\u00e7\u00f5es intercompanhia\u201d que corresponda a soma das duas primeiras parcelas. Este valor foi de US$ 557 bilh\u00f5es em setembro de 2017. Ele explica o dado que consta da Base de Indicadores Mundiais de Desenvolvimento \u2013 WDI, publicada pelo Banco Mundial (3) que \u00e9 de US$ 543 bi, para 2016. O que se espera \u00e9 que, em novas edi\u00e7\u00f5es desses indicadores, o valor informado \u00e0s autoridades internacionais seja o total indicado na quarta linha da Tabela 1, de US$ 684 bi.<\/p><p>A novidade no c\u00f4mputo da d\u00edvida externa, que resultou diretamente da \u00faltima revis\u00e3o do Manual (BPM6), \u00e9 que ela passou a incluir o valor dos t\u00edtulos de Renda Fixa, emitidos em Real, na posse de n\u00e3o residentes<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Estes valores constavam anteriormente como \u201cinvestimentos de risco\u201d e eram louvados por aliviar a press\u00e3o sobre a d\u00edvida externa (a qual agora passou a integrar) e sobre o d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio. Como qualquer investimento externo, eles j\u00e1 constavam do Passivo na contabilidade da pouco conhecida Posi\u00e7\u00e3o Internacional de Investimentos &#8211; PII que registra os valores acumulados de d\u00edvidas e investimentos externos.<\/p><p>O Banco Central argumentou, em suas notas explicativas sobre as mudan\u00e7as introduzidas pela BPM6, que a inclus\u00e3o deste tipo de \u201cinvestimento\u201d na d\u00edvida externa era apenas uma mudan\u00e7a cont\u00e1bil, que n\u00e3o afetava o valor que j\u00e1 estava registrado no Passivo da PII. Acontece que poucos tomam conhecimento desse total de Passivo da PII e o d\u00edvida externa \u00e9 um par\u00e2metro bastante usado para avaliar a sa\u00fade financeira de um pa\u00eds.<\/p><p>Computar esse Passivo da PII \u00e9, a nosso ver, um ponto positivo na Metodologia introduzida pelo FMI. Inclusive, o Manual de BP \u00e9 agora o \u201cManual do Balan\u00e7o de Pagamentos e da Posi\u00e7\u00e3o Internacional do Investimento\u201d. A estimativa da PII contabiliza, no Passivo Nacional, os investimentos diretos externos + os empr\u00e9stimos externos. Isto se justifica porque ambos geram obriga\u00e7\u00f5es que implicam remessas: No caso de empr\u00e9stimos, de juros e, no caso de investimentos, de lucros e dividendos. A compra de t\u00edtulos de Renda Fixa \u00e9 iniludivelmente, um tipo de empr\u00e9stimo cujos rendimentos s\u00e3o proporcionados por juros.<\/p><p>Esses \u201cent\u00e3o investimentos\u201d s\u00e3o, em grande parte, lastreados em t\u00edtulos do Tesouro Nacional. Sua inclus\u00e3o na d\u00edvida externa tem o m\u00e9rito de explicitar a preocupa\u00e7\u00e3o que deve existir sobre esse montante. Afinal, estes rendimentos ter\u00e3o que ser cobertos pelo pr\u00f3prio Tesouro Nacional e, pelo menos em parte, a partir do super\u00e1vit fiscal a ser gerado com a arrecada\u00e7\u00e3o de taxas e impostos.<\/p><p>Argumentava-se a favor desses \u201cinvestimentos\u201d que eles eram cotados em reais e n\u00e3o sujeitos ao risco cambial. Na pr\u00e1tica, para manter a atratividade desses t\u00edtulos \u00e9 necess\u00e1rio pagar juros reais que superam em muito os internacionais. Uma oscila\u00e7\u00e3o cambial provocaria a necessidade de frear a evas\u00e3o de \u201cinvestidores\u201d, com risco de fuga brusca de recursos aplicados, no chamado \u201cefeito manada\u201d. Isto torna necess\u00e1rio, muitas vezes, aumentar ainda mais a taxa interna de juros para segurar esses recursos. Na atual circunst\u00e2ncia, de c\u00e2mbio abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica (consideradas as infla\u00e7\u00f5es), existe o risco real de o juro interno ser chamado a cobrir um aumento da cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Ou seja, o risco cambial \u00e9 de outra natureza, mas existe.<\/p><p>A incorpora\u00e7\u00e3o de 127 milh\u00f5es de d\u00f3lares \u00e0 d\u00edvida externa aumentou, em cerca de 40%, seu valor original e repercute diretamente nos \u00edndices usados externamente para o controle da d\u00edvida externa do Brasil. Esse valor representa um aumento de 7 pontos percentuais no \u00edndice D\u00edvida Externa\/PIB e de 60 pontos percentuais no \u00edndice D\u00edvida Externa\/Exporta\u00e7\u00f5es, ambos constantes do acompanhamento realizado pela citada base de dados do Banco Mundial e indicados na Tabela 1.<\/p><p>Outra inquietude \u00e9 a de que outras transfer\u00eancias do Passivo da PII para a D\u00edvida Externa possam acontecer no futuro. O \u201cPassivo Externo Bruto\u201d j\u00e1 atingiu (4) US$ 1580 bi, ou 88% do valor do PIB e 750% do valor das exporta\u00e7\u00f5es previstas para 2017, de 210 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. De baixo deste \u201ctapete\u201d, podem surgir ainda novas parcelas a serem incorporadas \u00e0 d\u00edvida externa. O pr\u00f3prio FMI j\u00e1 recomendou a monitora\u00e7\u00e3o de outros t\u00edtulos negociados, al\u00e9m dos de renda fixa. Esses t\u00edtulos s\u00e3o mais dif\u00edceis de quantificar em d\u00f3lares, mas representam tamb\u00e9m um compromisso com n\u00e3o residentes e, portanto, poss\u00edveis de ser incorporados \u00e0 d\u00edvida externa.<\/p><h2><a name=\"_Toc499293193\"><\/a>3.\u00a0\u00a0 O Fim do \u201cFim da D\u00edvida Externa\u201d?<\/h2><p>Como pode ser visto na Figura 1, as incorpora\u00e7\u00f5es \u00e0 d\u00edvida externa bruta acabaram por desfazer o mito do \u201cfim da d\u00edvida externa\u201d (l\u00edquida) j\u00e1 que as reservas internacionais n\u00e3o s\u00e3o mais suficientes para cobrir o total da d\u00edvida externa bruta \u00a0como ainda fazem crer os novos n\u00fameros do BC divulgados periodicamente na Nota para a Imprensa.<\/p><p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-915 alignnone\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/D\u00edvida-Externa-x-Reservas.jpg\" alt=\"\" width=\"522\" height=\"313\" srcset=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/D\u00edvida-Externa-x-Reservas.jpg 522w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/D\u00edvida-Externa-x-Reservas-300x180.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 522px) 100vw, 522px\" \/><\/p><p>Figura 1: As Reservas n\u00e3o s\u00e3o mais suficientes para cobrir a D\u00edvida Externa, quando incorporadas as parcelas recomendadas pelo FMI(*)<\/p><p>Praticamente, estamos lidando com dois valores da d\u00edvida externa l\u00edquida: no valor tradicional, usado para fins internos, ela desapareceu; se considerado o valor completo, incluindo parcelas indicadas pelo FMI, ela \u00e9 da ordem de 300 bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p><h2><a name=\"_Toc499293194\"><\/a>4.\u00a0\u00a0 Evolu\u00e7\u00e3o do \u201cLado Oculto da D\u00edvida Externa\u201d<\/h2><p>A Evolu\u00e7\u00e3o dos componentes da d\u00edvida externa pode ser acompanhada na Figura 2 que mostra os dados trimestrais na nova metodologia (BPM6). Os dados a partir de 2001 foram reagrupados pelo BC (2) usando a nova metodologia e s\u00e3o mostrados na Figura 2.<\/p><p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-917 alignnone\" src=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Componentes-da-D\u00edvida-Externa-Bruta-e-Reserva.jpg\" alt=\"\" width=\"522\" height=\"307\" srcset=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Componentes-da-D\u00edvida-Externa-Bruta-e-Reserva.jpg 522w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Componentes-da-D\u00edvida-Externa-Bruta-e-Reserva-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 522px) 100vw, 522px\" \/><\/p><p>Figura 2: Evolu\u00e7\u00e3o dos valores da d\u00edvida externa bruta, os valores da parte superior do gr\u00e1fico (vermelho e verde) correspondem as \u201cparcelas FMI\u201d da d\u00edvida externa.<\/p><p>Tamb\u00e9m est\u00e1 indicada na Figura 2, a evolu\u00e7\u00e3o das Reservas Internacionais que podem ser comparadas com os valores da D\u00edvida Externa Bruta, incluindo ou n\u00e3o as parcelas introduzidas pela metodologia FMI. O ano de 2006 marca um m\u00ednimo no valor do total da d\u00edvida e tamb\u00e9m o in\u00edcio da mudan\u00e7a de sua composi\u00e7\u00e3o com o crescimento das \u201cparcelas FMI\u201d da d\u00edvida.<\/p><p>Na Tabela 2, podem-se acompanhar os valores, em meses escolhidos (geralmente junho), das parcelas da D\u00edvida Externa Bruta, do valor das Reservas e dos valores da D\u00edvida Externa L\u00edquida nos dois conceitos.<\/p><p>Tabela 2: Componentes das D\u00edvida Externa Bruta e L\u00edquida<br \/>em US$ bi<\/p><table width=\"100%\"><tbody><tr><td width=\"13%\">M\u00eas<\/td><td width=\"13%\"><p>D\u00edvida Externa Bruta (valor tradicional)<\/p><p>[A]<\/p><\/td><td width=\"16%\"><p>Opera\u00e7\u00f5es Intercom-panhia<\/p><p>[B]<\/p><\/td><td width=\"12%\"><p>T\u00edtulos de Renda Fixa com n\u00e3o Residentes<\/p><p>[D]<\/p><\/td><td width=\"11%\"><p>D\u00edvida Externa Bruta Total<\/p><p>[E] = [A + B+C]<\/p><\/td><td width=\"11%\"><p>Reservas Interna-cionais<\/p><p>[F]<\/p><\/td><td width=\"10%\"><p>D\u00edvida L\u00edquida 1<\/p><p>[A-F]<\/p><\/td><td width=\"10%\"><p>D\u00edvida L\u00edquida 2<\/p><p>[D-F]<\/p><\/td><\/tr><tr><td width=\"13%\">\u00a0dez\/01<\/td><td width=\"13%\">\u00a0210<\/td><td width=\"16%\">16<\/td><td width=\"12%\">2<\/td><td width=\"11%\">\u00a0228<\/td><td width=\"11%\">36<\/td><td width=\"10%\">174<\/td><td width=\"10%\">192<\/td><\/tr><tr><td width=\"13%\">\u00a0jun\/02<\/td><td width=\"13%\">\u00a0219<\/td><td width=\"16%\">17<\/td><td width=\"12%\">1<\/td><td width=\"11%\">\u00a0237<\/td><td width=\"11%\">42<\/td><td width=\"10%\">177<\/td><td width=\"10%\">195<\/td><\/tr><tr><td width=\"13%\">\u00a0jun\/03<\/td><td width=\"13%\">\u00a0219<\/td><td width=\"16%\">18<\/td><td width=\"12%\">2<\/td><td width=\"11%\">\u00a0240<\/td><td width=\"11%\">48<\/td><td width=\"10%\">171<\/td><td width=\"10%\">192<\/td><\/tr><tr><td width=\"13%\">\u00a0jun\/04<\/td><td width=\"13%\">\u00a0206<\/td><td width=\"16%\">19<\/td><td width=\"12%\">2<\/td><td width=\"11%\">\u00a0226<\/td><td width=\"11%\">50<\/td><td width=\"10%\">156<\/td><td width=\"10%\">177<\/td><\/tr><tr><td width=\"13%\">\u00a0jun\/05<\/td><td width=\"13%\">\u00a0191<\/td><td width=\"16%\">20<\/td><td width=\"12%\">5<\/td><td width=\"11%\">\u00a0216<\/td><td width=\"11%\">60<\/td><td width=\"10%\">131<\/td><td width=\"10%\">156<\/td><\/tr><tr><td width=\"13%\">\u00a0jun\/06<\/td><td width=\"13%\">\u00a0157<\/td><td width=\"16%\">21<\/td><td width=\"12%\">15<\/td><td width=\"11%\">\u00a0192<\/td><td width=\"11%\">63<\/td><td width=\"10%\">94<\/td><td width=\"10%\">130<\/td><\/tr><tr><td width=\"13%\">\u00a0jun\/07<\/td><td width=\"13%\">\u00a0191<\/td><td width=\"16%\">39<\/td><td width=\"12%\">35<\/td><td width=\"11%\">\u00a0265<\/td><td width=\"11%\">147<\/td><td width=\"10%\">44<\/td><td width=\"10%\">118<\/td><\/tr><tr><td width=\"13%\">\u00a0jun\/08<\/td><td width=\"13%\">\u00a0206<\/td><td width=\"16%\">57<\/td><td width=\"12%\">35<\/td><td width=\"11%\">\u00a0297<\/td><td width=\"11%\">201<\/td><td width=\"10%\">5<\/td><td width=\"10%\">96<\/td><\/tr><tr><td width=\"13%\">\u00a0jun\/09<\/td><td width=\"13%\">\u00a0199<\/td><td width=\"16%\">71<\/td><td width=\"12%\">35<\/td><td width=\"11%\">\u00a0305<\/td><td width=\"11%\">201<\/td><td width=\"10%\">&#8211; 2<\/td><td width=\"10%\">104<\/td><\/tr><tr><td width=\"13%\">\u00a0jun\/10<\/td><td width=\"13%\">\u00a0229<\/td><td width=\"16%\">81<\/td><td width=\"12%\">70<\/td><td width=\"11%\">\u00a0380<\/td><td width=\"11%\">253<\/td><td width=\"10%\">&#8211; 24<\/td><td width=\"10%\">127<\/td><\/tr><tr><td width=\"13%\">\u00a0jun\/11<\/td><td width=\"13%\">\u00a0292<\/td><td width=\"16%\">105<\/td><td width=\"12%\">113<\/td><td width=\"11%\">\u00a0510<\/td><td width=\"11%\">336<\/td><td width=\"10%\">&#8211; 44<\/td><td width=\"10%\">174<\/td><\/tr><tr><td width=\"13%\">\u00a0jun\/12<\/td><td width=\"13%\">\u00a0316<\/td><td width=\"16%\">115<\/td><td width=\"12%\">106<\/td><td width=\"11%\">\u00a0536<\/td><td width=\"11%\">374<\/td><td width=\"10%\">&#8211; 58<\/td><td width=\"10%\">163<\/td><\/tr><tr><td width=\"13%\">\u00a0jun\/13<\/td><td width=\"13%\">\u00a0325<\/td><td width=\"16%\">159<\/td><td width=\"12%\">118<\/td><td width=\"11%\">\u00a0601<\/td><td width=\"11%\">369<\/td><td width=\"10%\">&#8211; 44<\/td><td width=\"10%\">232<\/td><\/tr><tr><td width=\"13%\">\u00a0jun\/14<\/td><td width=\"13%\">\u00a0339<\/td><td width=\"16%\">193<\/td><td width=\"12%\">170<\/td><td width=\"11%\">\u00a0702<\/td><td width=\"11%\">374<\/td><td width=\"10%\">&#8211; 34<\/td><td width=\"10%\">329<\/td><\/tr><tr><td width=\"13%\">\u00a0jun\/15<\/td><td width=\"13%\">\u00a0349<\/td><td width=\"16%\">210<\/td><td width=\"12%\">155<\/td><td width=\"11%\">\u00a0714<\/td><td width=\"11%\">369<\/td><td width=\"10%\">&#8211; 19<\/td><td width=\"10%\">346<\/td><\/tr><tr><td width=\"13%\">\u00a0jun\/16<\/td><td width=\"13%\">\u00a0336<\/td><td width=\"16%\">218<\/td><td width=\"12%\">141<\/td><td width=\"11%\">\u00a0695<\/td><td width=\"11%\">364<\/td><td width=\"10%\">&#8211; 28<\/td><td width=\"10%\">331<\/td><\/tr><tr><td width=\"13%\">\u00a0jun\/17<\/td><td width=\"13%\">\u00a0315<\/td><td width=\"16%\">230<\/td><td width=\"12%\">123<\/td><td width=\"11%\">\u00a0668<\/td><td width=\"11%\">377<\/td><td width=\"10%\">&#8211; 62<\/td><td width=\"10%\">291<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><p>Na d\u00edvida l\u00edquida 1 n\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddas as parcelas do FMI e na d\u00edvida l\u00edquida 2 sim. Pode-se ver na Figura 2 e Tabela 2 que, a partir de 2009, o valor das reservas (US$ 201 bi) ultrapassou o valor tradicional da d\u00edvida externa bruta (US$ 199 bi). As reservas nunca ultrapassaram o valor da d\u00edvida externa bruta, inclu\u00eddos os itens FMI. Consequentemente, a d\u00edvida l\u00edquida 1 ficou negativa, mas a d\u00edvida l\u00edquida 2 permaneceu positiva. A partir de 2014, os valores da \u201cparte oculta da d\u00edvida\u201d (193+170=363) superam o valor tradicional da d\u00edvida externa (339) em bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Isto \u00e9 repetido nos anos seguintes.<\/p><p>A D\u00edvida Externa e seus indicadores s\u00e3o utilizados como instrumentos para medir a confiabilidade dos pa\u00edses. A mudan\u00e7a desses \u00edndices n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o menor e tem um custo efetivo para o Pa\u00eds. Como a d\u00edvida l\u00edquida pode ser inexistente ou 140% das exporta\u00e7\u00f5es totais anuais o contraste entre as duas situa\u00e7\u00f5es \u00e9 gritante. Obviamente, os n\u00fameros considerados externamente ser\u00e3o os do conceito do FMI e o argumento de que a d\u00edvida externa acabou s\u00f3 tem utilidade para fins internos.<\/p><p>A D\u00edvida Externa foi uma maneira encontrada pela comunidade financeira internacional de onerar o pa\u00eds como um todo relativamente \u00e0 a\u00e7\u00e3o se todos seus agentes econ\u00f4micos. A mudan\u00e7a introduzida no c\u00f4mputo da d\u00edvida externa pela BPM6 (5) vai nesse sentido.<\/p><p>A discuss\u00e3o sobre a validade de se considerar os novos fatores como integrantes da d\u00edvida \u00e9 importante, embora externamente ineficaz. Sobretudo na computa\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es intercompanhia, parece haver uma incoer\u00eancia interna com a pr\u00f3pria metodologia do FMI. Com efeito, a abordagem te\u00f3rica do FMI baseia-se na extens\u00e3o do \u201cTerrit\u00f3rio Econ\u00f4mico\u201d de outros pa\u00edses sobre o territ\u00f3rio dos que hospedam investimentos de \u201cn\u00e3o residentes\u201d.<\/p><p>Esta no\u00e7\u00e3o faz que a produ\u00e7\u00e3o no interior de um pa\u00eds seja computada como do pa\u00eds de onde prov\u00e9m o capital dos \u201cn\u00e3o residentes\u201d como foi abordado aqui anteriormente\u00a0(6). Se a produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais do pa\u00eds \u201chospedeiro\u201d, parece evidente que ele n\u00e3o seja respons\u00e1vel por uma d\u00edvida que n\u00e3o corresponde mais a seu \u201cterrit\u00f3rio econ\u00f4mico\u201d na concep\u00e7\u00e3o da Metodologia do FMI.<\/p><p>Notar tamb\u00e9m que os reinvestimentos proveem da pr\u00f3pria atividade econ\u00f4mica no pa\u00eds que passou, a partir da revis\u00e3o metodol\u00f3gica, a ser considerado como recurso estrangeiro, \u00a0que alimenta o d\u00e9ficit nas contas correntes e a d\u00edvida externa. Na contabilidade anterior isso n\u00e3o acontecia. Na presente concep\u00e7\u00e3o, a semente da d\u00edvida se multiplica no pr\u00f3prio pa\u00eds hospedeiro e todo o valor agregado internamente. Com isso, fica eliminada a possibilidade de pagar a d\u00edvida a partir do valor gerado por esses investimentos. A isto se soma o inconveniente, j\u00e1 mencionado, da falta de mecanismos efetivos do governo do pa\u00eds hospedeiro poder controlar esses reinvestimentos. Como os reinvestimentos n\u00e3o passam por moeda estrangeira comput\u00e1-los no d\u00e9ficit das contas correntes (e na d\u00edvida) cria um problema cont\u00e1bil quando se quer apurar a necessidade de financiamento externo do Pa\u00eds.<\/p><h2><a name=\"_Toc499293195\"><\/a>5.\u00a0\u00a0 Conclus\u00e3o<\/h2><p>A dupla face da d\u00edvida externa, integra-se talvez na pol\u00edtica de n\u00e3o chamar a aten\u00e7\u00e3o para as profundas mudan\u00e7as \u00a0no c\u00e1lculo do Balan\u00e7o de Pagamentos. Essa dupla apresenta\u00e7\u00e3o da D\u00edvida Externa n\u00e3o parece \u00fatil para consolidar o conceito do Brasil na chamada Comunidade Internacional. O valor tradicional, ainda divulgado para uso interno pelo BC, s\u00f3 parece servir para manter a ilus\u00e3o do fim da d\u00edvida externa.<\/p><h1><a name=\"_Toc499293196\"><\/a>Bibliografia<\/h1><ol><li><strong>Banco Central do Brasil.<\/strong> Setor Externo: Nota para a Imprensa. <em>Banco Central do Brasil. <\/em>[Online] 26 de outubro de 2017. https:\/\/www.bcb.gov.br\/htms\/notecon1-p.asp.<\/li><li>\u2014. S\u00e9ries Hist\u00f3ricas da D\u00edvida Externa Bruta e da D\u00edvida Externa de Curto Prazo por Vencimento Residual. <em>Setor Externo BCB. <\/em>[Online] 2017. https:\/\/www.bcb.gov.br\/htms\/Infecon\/seriehistdivextbru.asp.<\/li><li><strong>World Bank.<\/strong> World Development Indicators &#8211; WDI. <em>World Bank Data. <\/em>[Online] 15 de setembro de 2017. https:\/\/data.worldbank.org\/data-catalog\/world-development-indicators.<\/li><li><strong>Banco Central do Brasil .<\/strong> Nota Imprensa 201710sep. [Online] 10 de setembro de 2017. https:\/\/www.bcb.gov.br\/ftp\/NotaEcon\/NI201710sep.zip.<\/li><li><strong>Banco Central do Brasil.<\/strong> S\u00e9rie hist\u00f3rica do Balan\u00e7o de Pagamentos &#8211; 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Manual de Balan\u00e7o de Pagamentos e Posi\u00e7\u00e3o de Investimento Internacional (BPM6). <em>Banco Central do Brasil BPM6. <\/em>[Online] outubro de 2017. https:\/\/www.bcb.gov.br\/ftp\/notaecon\/balpagt.zip.<\/li><li><em>Mudan\u00e7as no Balan\u00e7o de Pagamentos. <\/em><strong>Feu Alvim, Carlos, Starling, Andreza e Mafra, Olga.<\/strong> julho a setembro de 2017, Economia e Energia E&amp;E, Vol. 96, pp. 5-19.<\/li><\/ol><p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Para simplificar a apura\u00e7\u00e3o, este valor s\u00f3 \u00e9 computado quando o montante detido por n\u00e3o residentes ultrapassa 10% do valor de um fundo de investimento existente.<\/p><p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Naturalmente qualquer aumento da taxa de juros seria, como de h\u00e1bito, justificado como para conter a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-8a4a026 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"8a4a026\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-row\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-cab5ae5\" data-id=\"cab5ae5\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8864809 elementor-arrows-position-inside elementor-pagination-position-outside elementor-widget elementor-widget-image-carousel\" data-id=\"8864809\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;slides_to_show&quot;:&quot;1&quot;,&quot;navigation&quot;:&quot;both&quot;,&quot;autoplay&quot;:&quot;yes&quot;,&quot;pause_on_hover&quot;:&quot;yes&quot;,&quot;pause_on_interaction&quot;:&quot;yes&quot;,&quot;autoplay_speed&quot;:5000,&quot;infinite&quot;:&quot;yes&quot;,&quot;effect&quot;:&quot;slide&quot;,&quot;speed&quot;:500}\" data-widget_type=\"image-carousel.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-image-carousel-wrapper swiper-container\" dir=\"ltr\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-image-carousel swiper-wrapper\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"swiper-slide\"><figure class=\"swiper-slide-inner\"><img class=\"swiper-slide-image\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/eee97fina_A5_001-768x1083.jpg\" alt=\"Revista E&amp;E 97 em Portugu\u00eas\" \/><\/figure><\/div><div class=\"swiper-slide\"><figure class=\"swiper-slide-inner\"><img class=\"swiper-slide-image\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/eee97fina_A5_002-768x1085.jpg\" alt=\"eee97fina_A5_002\" \/><\/figure><\/div><div class=\"swiper-slide\"><figure class=\"swiper-slide-inner\"><img class=\"swiper-slide-image\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/eee97fina_A5_003-768x1085.jpg\" alt=\"eee97fina_A5_003\" \/><\/figure><\/div>\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"swiper-pagination\"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-swiper-button elementor-swiper-button-prev\">\n\t\t\t\t\t\t<i aria-hidden=\"true\" class=\"eicon-chevron-left\"><\/i>\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-screen-only\">Anterior<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-swiper-button elementor-swiper-button-next\">\n\t\t\t\t\t\t<i aria-hidden=\"true\" class=\"eicon-chevron-right\"><\/i>\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-screen-only\">Pr\u00f3ximo<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Economia e Energia &#8211; E&amp;E&nbsp; &nbsp; N\u00ba 97, outubro a dezembro &nbsp;2017 ISSN 1518-2932 Artigo: A D\u00edvida Externa Reapareceu? Carlos Feu Alvim e Olga Mafra &nbsp;Resumo A D\u00edvida Externa Bruta em setembro de 2017 aparece em dois valores bastante diferentes (321 e 684 bilh\u00f5es de d\u00f3lares) nos documentos do Banco Central. O valor publicado pelo &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"http:\/\/eee.org.br\/?page_id=900\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;A D\u00edvida Externa Reapareceu?&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":891,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/900"}],"collection":[{"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=900"}],"version-history":[{"count":15,"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/900\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3971,"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/900\/revisions\/3971"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/891"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=900"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}