{"id":3753,"date":"2019-08-31T18:43:44","date_gmt":"2019-08-31T21:43:44","guid":{"rendered":"http:\/\/eee.org.br\/?p=3651"},"modified":"2021-02-09T15:04:05","modified_gmt":"2021-02-09T18:04:05","slug":"elementor-3651","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/eee.org.br\/?p=3753","title":{"rendered":"Desflorestamento da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"3753\" class=\"elementor elementor-3753\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-section-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-cabae68 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"cabae68\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-row\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1b4e7b5\" data-id=\"1b4e7b5\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4fa1a93 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4fa1a93\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n\t\t\t\t<p><span style=\"color: #00ccff;\"><em>Mat\u00e9ria em discuss\u00e3o:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em><\/span><\/p><h1><a name=\"_Toc474687909\"><\/a><a name=\"_Toc465934207\"><\/a><a name=\"_Toc18021007\"><\/a><strong>NOVA ONDA DE DESFLORESTAMENTO NA AMAZ\u00d4NIA\u00a0<br \/>O QUE DIZEM OS DADOS OBJETIVOS<\/strong><\/h1><p style=\"text-align: right;\"><em>Carlos Feu Alvim e Olga Mafra<br \/>(autoria provis\u00f3ria dessa edi\u00e7\u00e3o preliminar)<\/em><\/p><h3><a name=\"_Toc18021008\"><\/a>Resumo<\/h3><p>Em 2012 e 2017, em artigos sob a coordena\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Israel Vargas, apresentamos a an\u00e1lise e revis\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o dos dados de desflorestamento anuais na Amaz\u00f4nia, usando uma modelagem log\u00edstica de Volterra. A conclus\u00e3o da primeira an\u00e1lise na revisa <a href=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/eee86p.pdf\">E&amp;E 86<\/a> \u00e9 que o desflorestamento caiu, entre 2004 e 2012 , mais que o previsto pela expectativa hist\u00f3rica. J\u00e1 na revis\u00e3o \u00a0na <a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/eee95p.pdf\">E&amp;E 95<\/a>, constatou-se que, quase simultaneamente com a Confer\u00eancia do Clima de Paris (COP 21 em 2015), iniciava-se uma aparente retomada do desflorestamento da Amaz\u00f4nia, levantando inquietudes sobre o comportamento futuro. Nas duas ocasi\u00f5es anteriores, foi feita uma proje\u00e7\u00e3o da trajet\u00f3ria de desmatamento esperada dentro do modelo adotado. Nesta revisita, a extrapola\u00e7\u00e3o anterior \u00e9 mantida e comparada com os novos dados dispon\u00edveis. Foi confirmada a retomada do desflorestamento da Amaz\u00f4nia em um n\u00edvel que ainda pode ser considerado como uma oscila\u00e7\u00e3o na tend\u00eancia de queda, mas que pode evoluir para um pulso de desmatamento como j\u00e1 aconteceu anteriormente. A inten\u00e7\u00e3o deste trabalho \u00e9 contribuir com a racionalidade dos dados para uma discuss\u00e3o que est\u00e1 tomando rumo considerado destrutivo para as leg\u00edtimas aspira\u00e7\u00f5es e interesses do Brasil e do pr\u00f3prio Planeta.<\/p><h3><a name=\"_Toc18021009\"><\/a>Palavras Chave:<\/h3><p>Amaz\u00f4nia, desmatamento, desflorestamento, modelagem log\u00edstica, an\u00e1lise quantitativa.<\/p><p>____________<\/p><h1><a name=\"_Toc18021010\"><\/a><strong>1\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h1><p>O desflorestamento<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>\u00a0 da Amaz\u00f4nia no Brasil foi objeto de an\u00e1lise nesta revista, sob a coordena\u00e7\u00e3o de J. I. Vargas, na <a href=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/eee86p.pdf\">E&amp;E 86<\/a> (Vargas , et al., 2012) \u00a0e revista na <a href=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/eee95p.pdf\">E&amp;E 95<\/a> (Vargas, et al., 2017). Nelas foi feita a avalia\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o desse desflorestamento com aux\u00edlio de uma modelagem matem\u00e1tica simples, desenvolvida por Volterra para tratar a ocupa\u00e7\u00e3o de um nicho ambiental por um organismo vivo.<\/p><p>Essa abordagem tem sido aplicada com \u00eaxito por C. Marchetti e J. I. Vargas em diversos fen\u00f4menos complexos envolvendo vari\u00e1veis econ\u00f4micas e sociais. Os detalhes sobre a metodologia est\u00e3o amplamente descritos nos dois trabalhos anteriores.<\/p><p>Na primeira avalia\u00e7\u00e3o (setembro de 2012), os dados cumulativos representados em um gr\u00e1fico mostravam uma curva ao longo do tempo em &#8220;S&#8221;, indicativa de tend\u00eancia de estacionamento da \u00e1rea desmatada. Na segunda avalia\u00e7\u00e3o (junho de 2017), foi confirmada a tend\u00eancia de conten\u00e7\u00e3o do desmatamento e constatada frenagem nesse processo mais r\u00e1pida que a esperada. Essa queda no desmatamento, entre 2004 e 2012, teria resultado do reconhecimento da import\u00e2ncia pol\u00edtica do problema. Isso se refletiu nos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, refor\u00e7ado na Confer\u00eancia do Clima de Paris.<\/p><p>Na ocasi\u00e3o da segunda avalia\u00e7\u00e3o, os resultados dos anos anteriores j\u00e1 indicavam uma retomada do desmatamento e o artigo se encerrava com a quest\u00e3o: <strong>Uma nova onda de desflorestamento?<\/strong><\/p><p>Agora, em 2019, uma grande pol\u00eamica sobre o assunto se instalou e nos estimulou a voltar a tratar do tema. A pol\u00eamica se estabeleceu baseada na divulga\u00e7\u00e3o de dados de alerta mensais que, isoladamente, s\u00e3o inadequados para avaliar tend\u00eancias de desmatamento. \u00c9 bom real\u00e7ar que o gr\u00e1fico de desmatamento anual j\u00e1 apresentara outros picos e vales no processo que causaram alarme na \u00e9poca, mas n\u00e3o reverteram a tend\u00eancia de longo prazo que era a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento anual<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p><p>Para entender a base da pol\u00eamica criada, cabe esclarecer que os dados divulgados mensalmente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais &#8211; INPE s\u00e3o de natureza diferente dos dados anuais. O dado mensal \u00e9 um <strong>alerta de desmatamento<\/strong> baseado em imagens por sat\u00e9lite que assinalam \u00e1reas com ind\u00edcios de desmatamento. O dado anual \u00e9 de <strong>acr\u00e9scimo da \u00e1rea desmatada<\/strong> e reflete dados extra\u00eddos de imagens de sat\u00e9lite, verificados estatisticamente no campo para evitar problemas de m\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p><p>\u00a0Deve-se real\u00e7ar que a experi\u00eancia acumulada no processo de an\u00e1lise e verifica\u00e7\u00e3o no local vai tornando essa an\u00e1lise preliminar cada vez mais confi\u00e1vel. Existe outro aspecto a ser considerado nos dados mensais, que \u00e9 a cobertura de nuvens que prejudica a coleta de dados em alguns meses. Isso pode fazer com que os resultados de um m\u00eas acumulem varia\u00e7\u00f5es que n\u00e3o puderam ser computadas no m\u00eas ou meses anteriores, onde predominava a escassa visibilidade.<\/p><p>\u00a0Ao final do artigo anterior (E&amp;E 95, abril-junho 2017) havia um chamado \u00e0 aten\u00e7\u00e3o para os <strong>sinais de retomada do desmatamento amaz\u00f4nico.<\/strong> O destaque a seguir transcreve nossa advert\u00eancia:<\/p><table width=\"100%\"><tbody><tr><td><p><span style=\"color: #666699;\">\u201cEste comportamento deve ser monitorado para prevenir eventuais press\u00f5es que deslocariam o equil\u00edbrio alcan\u00e7ado e poderiam desencadear um novo ciclo de desmatamento semelhante ao ocorrido nas \u00faltimas d\u00e9cadas que teve seu auge em torno da virada do s\u00e9culo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #666699;\">\u00a0Esta aten\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria j\u00e1 que, <strong>os resultados para os dois \u00faltimos anos (2015 e 2016) mostram aumentos de \u00e1reas desflorestadas<\/strong> nesses anos na Amaz\u00f4nia Brasileira. Recentemente, foram propostas medidas de afrouxamento das restri\u00e7\u00f5es ao desmatamento, como a da MP, aprovada pelo Senado em 25 de maio de 2017 e vetada pelo Presidente Temer, que alterava os limites da Floresta Nacional do Jamanxim. Isso pode sinalizar uma tend\u00eancia de negligenciar restri\u00e7\u00f5es ao desmatamento e comprometer as metas volunt\u00e1rias apresentadas pelo Brasil em Paris, dando in\u00edcio a um novo ciclo de desflorestamento na Amaz\u00f4nia.&#8221;<\/span><\/p><p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #666699;\"><em>J. I. Vargas, R. Grandsire e C. Feu Alvim em <a style=\"color: #666699;\" href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=458\">E&amp;E 95<\/a><\/em><\/span><\/p><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><p>\u00a0Esta nota mostra que esta tend\u00eancia de aumento de desmatamento est\u00e1 confirmada, mas ainda pode ser considerada como uma oscila\u00e7\u00e3o dentro da tend\u00eancia de longo prazo.<strong><br \/><\/strong><\/p><h1><strong>2\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>\u00a0<a name=\"_Toc18021011\"><\/a>Os Pol\u00eamicos Resultados de 2019<\/strong><\/h1><p>Os \u00faltimos resultados apresentados pelo INPE de <strong>alertas de desmatamento<\/strong> mostravam um aumento de quase 100% na \u00e1rea atingida, como indicado na Figura 1. Esse aumento surge da compara\u00e7\u00e3o dos dados de junho de 2019 com junho de 2018.<\/p><p>Um coment\u00e1rio apressado do Presidente da Rep\u00fablica a uma pergunta de jornalista desencadeou uma s\u00e9rie de discuss\u00f5es que atingiram escala internacional nas quais os dados hist\u00f3ricos foram quase esquecidos.<\/p><p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3654\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/deter040719b.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"390\" data-wp-pid=\"3654\" \/><\/p><p>Figura 1: Comparativo do alerta de desmatamento do m\u00eas de junho com o mesmo m\u00eas de anos anteriores na publica\u00e7\u00e3o do site do INPE<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><\/p><p>Na mesma forma de apresenta\u00e7\u00e3o da Figura 1, o INPE colocou em seu <em>site<\/em> gr\u00e1ficos similares, abrangendo mais meses, os quais tamb\u00e9m indicavam o crescimento do desmatamento, mas em uma intensidade muito menor. No ambiente de \u201cdiscuss\u00e3o de bar\u201d que tomou o Pa\u00eds e o Mundo essas \u201ctecnicalidades\u201d foram tamb\u00e9m desprezadas.<\/p><p>O INPE fornece ainda \u201c<strong>alertas de desmatamento + degrada\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201d que inclui \u00e1reas onde h\u00e1 indica\u00e7\u00f5es de redu\u00e7\u00e3o da densidade florestal. Essa \u00e1rea correspondente a \u201c<strong>alertas de desmatamento + degrada\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201d atingiu, no m\u00eas de junho, 2072 km2. Esse dado tamb\u00e9m aparece na discuss\u00e3o na m\u00eddia, confundido com o de desmatamento.<\/p><p>\u00c9 um erro relativamente comum confundir \u00e1reas para as quais s\u00e3o emitidos <strong>alertas de desmatamento <\/strong>com a <strong>\u00e1rea de desmatamento<\/strong> propriamente dita. S\u00f3 a verifica\u00e7\u00e3o local, realizada com crit\u00e9rios estat\u00edsticos adequados, permite avaliar a \u00e1rea de desmatamento. Esse \u00e9 o dado que interessa do ponto de vista de danos \u00e0 natureza. Esse procedimento que alia os dados de sat\u00e9lite a verifica\u00e7\u00f5es no local, com aux\u00edlio de outras entidades como Embrapa e Ibama, \u00e9 que torna os dados brasileiros particularmente confi\u00e1veis. Dados como o espectro de luz emitido ajudam a aperfei\u00e7oar o processo.<\/p><p>A raz\u00e3o pela qual s\u00e3o divulgados os alertas \u00e9 que eles constituem um instrumento muito \u00fatil na preven\u00e7\u00e3o, mitiga\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o do desmatamento. Eles s\u00e3o muitas vezes capazes de indicar \u00e1reas onde a a\u00e7\u00e3o predadora do homem deva ser reprimida e \u00e1reas onde o per\u00edodo de seca favorece o in\u00edcio da combust\u00e3o e sua propaga\u00e7\u00e3o.<\/p><p>A inclus\u00e3o dos <strong>alertas de degrada\u00e7\u00e3o<\/strong> aperfei\u00e7oou a capacidade de detec\u00e7\u00e3o da extra\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de madeira de lei ou de outras a\u00e7\u00f5es lesivas \u00e0 floresta como, por exemplo, seria a aplica\u00e7\u00e3o de produtos qu\u00edmicos que facilitam o desmate. Ambos os alertas aparecem na imprensa confundidos com desmatamento. Tamb\u00e9m ambos est\u00e3o sujeitos a incertezas, mas os de degrada\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais sutis e, em consequ\u00eancia, mais sujeitos a erros.<\/p><p>No <em>site<\/em> do INPE, s\u00e3o mostrados os gr\u00e1ficos, para quatro anos, dos alertas de desmatamento n\u00e3o s\u00f3 para o m\u00eas de junho (Figura 1), como para o trimestre (abril a junho) e os ocorridos ap\u00f3s o in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o de queimadas (m\u00eas de agosto do ano anterior at\u00e9 junho do ano corrente). Os dados est\u00e3o mostrados na Tabela 1.<\/p><p>Tabela 1: Alertas de Desmatamento do INPE, por Per\u00edodos, em km2 , de 2016 at\u00e9 junho de 2019<\/p><table width=\"417\"><tbody><tr><td width=\"57\"><p><strong>\u00a0<\/strong><\/p><\/td><td width=\"107\"><p><strong>Desmatamento<\/strong><\/p><\/td><td colspan=\"5\" width=\"253\"><p><strong>Alertas de Desmatamento<\/strong><\/p><\/td><\/tr><tr><td width=\"57\">\u00a0<\/td><td width=\"107\"><p><strong>ANUAL<\/strong><\/p><\/td><td width=\"82\"><p><strong>JUNHO<\/strong><a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p><\/td><td colspan=\"2\" width=\"105\"><p><strong>ABR-JUN<\/strong><\/p><\/td><td colspan=\"2\" width=\"67\"><p><strong>AGO-JUN<\/strong><\/p><\/td><\/tr><tr><td width=\"57\"><p>2016<\/p><\/td><td width=\"107\"><p>7393<\/p><\/td><td width=\"82\"><p>969<\/p><\/td><td width=\"93\"><p>1800<\/p><\/td><td colspan=\"3\" width=\"78\"><p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 4639<\/p><\/td><\/tr><tr><td width=\"57\"><p>2017<\/p><\/td><td width=\"107\"><p>6947<\/p><\/td><td width=\"82\"><p>610<\/p><\/td><td width=\"93\"><p>1099<\/p><\/td><td colspan=\"3\" width=\"78\"><p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 4182<\/p><\/td><\/tr><tr><td width=\"57\"><p>2018<\/p><\/td><td width=\"107\"><p>7536<\/p><\/td><td width=\"82\"><p>480<\/p><\/td><td width=\"93\"><p>1528<\/p><\/td><td colspan=\"3\" width=\"78\"><p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 3976<\/p><\/td><\/tr><tr><td width=\"57\"><p>2019<\/p><\/td><td width=\"107\">\u00a0<\/td><td width=\"82\"><p>920<\/p><\/td><td width=\"93\"><p>1907<\/p><\/td><td colspan=\"2\" width=\"62\"><p>\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a04575<\/p><\/td><td width=\"16\">\u00a0<\/td><\/tr><tr><td width=\"57\">\u00a0<\/td><td width=\"107\">\u00a0<\/td><td width=\"82\">\u00a0<\/td><td width=\"93\">\u00a0<\/td><td width=\"11\">\u00a0<\/td><td width=\"51\">\u00a0<\/td><td width=\"16\">\u00a0<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><p>Fonte: site do INPE visitado em agosto de 2019<\/p><p>O aumento de 2018 para 2019 que foi de 92% (quase 100%) para junho, foi de 25% para o trimestre e apenas 15% para os 11 meses de agosto a junho. Ou seja, se os alertas indicam, para todos os per\u00edodos, um aumento de desmatamento em 2019, sua dispers\u00e3o indica que a magnitude do crescimento da taxa de desmatamento est\u00e1 longe de ser estabelecida. Al\u00e9m disto, ainda resta a outra metade do ano para apurar.<\/p><p>A Tabela 1 mostra ainda que o dado de junho de 2018 foi excepcionalmente baixo para o m\u00eas e o valor deste ano apenas o segundo mais alto nos 4 anos. Ou seja, a alta taxa de crescimento de alertas para junho deste ano (relativa a junho do ano passado), parece corresponder muito mais ao baixo valor observado no ano passado (480 km2) que ao valor alto de 2019 (920 kn2), como pode ser visto na Tabela 1<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. \u00a0<\/p><p>O uso dos alertas para avaliar o desmatamento parte do princ\u00edpio de que \u201conde tem fuma\u00e7a tem fogo\u201d. Mas, ainda usando essa analogia, s\u00f3 a presen\u00e7a dos bombeiros vai indicar se realmente houve o sinistro ou se o alarme, ou o alerta, era falso. A hip\u00f3tese de que os alertas possam ser usados para avaliar o efetivo desmatamento pode ser testada usando os valores da Tabela 1 para os outros anos.<\/p><p>Isso foi feito com aux\u00edlio da Tabela 2 que usa a taxa de crescimento nos per\u00edodos para fazer \u201cprevis\u00f5es\u201d de varia\u00e7\u00e3o anual de desmatamento. Esses valores podem ser comparados com a varia\u00e7\u00e3o efetivamente estimada para o ano (primeira coluna). As previs\u00f5es de desmatamento anual a partir dos dados intermedi\u00e1rios de alerta s\u00e3o, nesses dois anos da tentativa, decepcionantes.<\/p><p>Tabela 2: Varia\u00e7\u00e3o das Taxas de Desmatamento por Per\u00edodo<\/p><table width=\"380\"><tbody><tr><td width=\"72\">\u00a0<\/td><td width=\"72\"><p>Taxa <br \/>Apurada<\/p><\/td><td colspan=\"3\" width=\"236\"><p>Taxas Estimadas a partir de dados por per\u00edodo<\/p><\/td><\/tr><tr><td width=\"72\">\u00a0<\/td><td width=\"72\"><p>ANUAL<\/p><\/td><td width=\"93\"><p>JUNHO<\/p><\/td><td width=\"72\"><p>ABR-JUN<\/p><\/td><td width=\"71\"><p>AGO-JUN<\/p><\/td><\/tr><tr><td width=\"72\"><p>2017<\/p><\/td><td width=\"72\"><p>-6%<\/p><\/td><td width=\"93\"><p>-37%<\/p><\/td><td width=\"72\"><p>-39%<\/p><\/td><td width=\"71\"><p>-10%<\/p><\/td><\/tr><tr><td width=\"72\"><p>2018<\/p><\/td><td width=\"72\"><p>8%<\/p><\/td><td width=\"93\"><p>-21%<\/p><\/td><td width=\"72\"><p>39%<\/p><\/td><td width=\"71\"><p>-5%<\/p><\/td><\/tr><tr><td width=\"72\"><p>2019<\/p><\/td><td width=\"72\">\u00a0<\/td><td width=\"93\"><p>92%<\/p><\/td><td width=\"72\"><p><strong>25%<\/strong><\/p><\/td><td width=\"71\"><p>15%<\/p><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><p>Se tomados os alertas de junho como se fossem a efetiva indica\u00e7\u00e3o do desmatamento anual, o valor para junho de 2017 (-37%) nos levaria a comemorar uma queda de 37% no desmatamento enquanto a queda efetiva no ano foi de apenas 6% (primeira coluna). Tamb\u00e9m em 2018, tomando os dados de junho, estar\u00edamos comemorando uma queda de 21% quando, na verdade, a apura\u00e7\u00e3o anual revelaria um aumento de 8% no desmatamento.<\/p><p>A diferen\u00e7a para o ano de 2019, \u00e9 que todas as proje\u00e7\u00f5es indicam uma maior taxa de desmatamento, ao contr\u00e1rio do que aconteceu nos anos anteriores, onde os sinais para os diferentes per\u00edodos eram contradit\u00f3rios. Isso \u00e9 um forte ind\u00edcio de que realmente deve haver um aumento de desmatamento no ano em curso, que refletir\u00e1 no \u00edndice anual, a menos que medidas dr\u00e1sticas sejam adotadas no restante do ano.<\/p><p>O valor parcial que melhor reproduz a varia\u00e7\u00e3o anual parece ser, como \u00e9 natural, o do maior per\u00edodo. O problema \u00e9 que ele inclui dados do ano anterior. Levando isto em conta, escolhemos usar, como pr\u00e9via do desmatamento em 2019, o aumento de 25% da taxa de alertas de desmatamento do trimestre. A faixa de erro estaria em cerca de +\/- 30% o que d\u00e1 ideia da incerteza existente nestes dados.<\/p><p>O ensaio aqui realizado sugere a necessidade de um trabalho sistem\u00e1tico, sobre os dados mensais de alarme, ao longo do ano, para buscar estimar antecipadamente o desmatamento anual. Este indicador serviria para orientar as decis\u00f5es pol\u00edticas. Os dados mensais de alarme permitiriam determinar a proje\u00e7\u00e3o do valor do ano em curso. Na apresenta\u00e7\u00e3o dos dados, deveria ser indicada a margem de erro esperada. Isso facilitaria as interpreta\u00e7\u00f5es e evitaria, ou pelo menos atenuaria, conclus\u00f5es apressadas.<\/p><table width=\"100%\"><tbody><tr><td><p><span style=\"color: #666699;\">Para os dados econ\u00f4micos mais cr\u00edticos o IBGE adota a pol\u00edtica de processar os dados em sigilo e divulgar, com uma anteced\u00eancia de algumas horas, os resultados para a autoridade econ\u00f4mica correspondente. Como o cronograma \u00e9 anunciado com anteced\u00eancia, os t\u00e9cnicos dos organismos econ\u00f4micos respons\u00e1veis pela \u00e1rea t\u00eam a capacidade de, em algumas horas, oferecer aos jornalistas a interpreta\u00e7\u00e3o do que \u00e9 divulgado. No caso, o sigilo e o curto tempo de avalia\u00e7\u00e3o evitam interfer\u00eancias pol\u00edticas que possam macular os resultados. O exemplo poderia ser adotado para dados ambientais que apresentam sensibilidade semelhante.<\/span><\/p><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><p>Ou seja, pode-se ter armado \u201cuma tempestade em copo d\u2019\u00e1gua\u201d em torno de um resultado intermedi\u00e1rio com pouca significa\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. Paradoxalmente, esse destaque exagerado que se deu ao epis\u00f3dio pode servir agora para chamar a aten\u00e7\u00e3o para uma retomada do desmatamento, menos espetacular que a suposta no recente epis\u00f3dio, mas que j\u00e1 se mantem por quatro anos. Isso ser\u00e1 visto no pr\u00f3ximo item.<\/p><h1><a name=\"_Toc18021012\"><\/a><strong>3\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>Incorpora\u00e7\u00e3o dos dados 2017 a 2019<\/strong><\/h1><p>O trabalho anterior (<a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=458\">E&amp;E 95<\/a>) reviu as proje\u00e7\u00f5es para os pr\u00f3ximos anos. Nesta nova an\u00e1lise, vamos manter essa proje\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9, ali\u00e1s, \u00fatil para testar a confiabilidade das proje\u00e7\u00f5es feitas. Naquele trabalho foram considerados os dados at\u00e9 2016.<\/p><p>Nesta revis\u00e3o, foi poss\u00edvel atualizar o dado de 2016 e incorporar os de desmatamento de 2017, 2018 e 2019 (valor preliminar para o \u00faltimo ano). Os dados sobre o desmatamento da Amaz\u00f4nia Legal, levantados pelo INPE e pela EMBRAPA<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a>, s\u00e3o mostrados na Figura 2.<\/p><p>A comunidade cient\u00edfica nacional e internacional, t\u00eam uma aten\u00e7\u00e3o especial para a evolu\u00e7\u00e3o do desflorestamento na regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Nas avalia\u00e7\u00f5es feitas pelo Governo, o desmatamento, chegou a ser a principal respons\u00e1vel pela contribui\u00e7\u00e3o brasileira aos gases de efeito estufa. Al\u00e9m de sua contribui\u00e7\u00e3o para o aquecimento global, estima-se que a destrui\u00e7\u00e3o da floresta tenha influ\u00eancia marcante no clima do continente como um todo e, particularmente, no regime pluvial de nosso pa\u00eds.<\/p><p>No gr\u00e1fico da Figura 2, constam os dados a partir de 1988. O tratamento anual do desmatamento na Amaz\u00f4nia vinha sendo predominantemente qualitativo, at\u00e9 1989, quando se iniciou a fotointerpreta\u00e7\u00e3o de imagens obtidas pelo sat\u00e9lite <em>Landsat <\/em>5, pelo INPE. Esse trabalho contribuiu para a elabora\u00e7\u00e3o da Comunica\u00e7\u00e3o Nacional para a Conven\u00e7\u00e3o Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima da Comunica\u00e7\u00e3o do Brasil, em 1994<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a>. Segundo este relat\u00f3rio, a contribui\u00e7\u00e3o do desmatamento, ocorrido at\u00e9 ent\u00e3o (470 mil km<sup>2<\/sup>), responderia por cerca de 50% das emiss\u00f5es de gases causadores do efeito estufa pelo Brasil no per\u00edodo.<\/p><p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3656\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/figura1.png\" alt=\"\" width=\"779\" height=\"639\" data-wp-pid=\"3656\" srcset=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/figura1.png 779w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/figura1-300x246.png 300w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/figura1-768x630.png 768w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/figura1-600x492.png 600w\" sizes=\"(max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 2: Evolu\u00e7\u00e3o do desmatamento anual da Amaz\u00f4nia Legal<\/p><p>Com os dados anuais e a estimativa do desmatamento at\u00e9 ent\u00e3o, foi poss\u00edvel avaliar, no trabalho anterior, a evolu\u00e7\u00e3o do desmatamento hist\u00f3rico acumulado na Amaz\u00f4nia Legal.<\/p><p>A Figura 3 mostra a evolu\u00e7\u00e3o do desmatamento acumulado e o ajuste realizado para a descri\u00e7\u00e3o da trajet\u00f3ria prov\u00e1vel ao longo do tempo. O desmatamento evoluiria para atingir uma \u00e1rea total de 891 mil km2 da Amaz\u00f4nia Legal. Esse valor m\u00e1ximo (nicho) \u00e9 um dos par\u00e2metros principais a ser ajustado. O outro par\u00e2metro (delta) relaciona-se com o tempo entre atingir 10% de desmatamento e 90%, estimado em 47 anos. Ambos os fatores s\u00e3o indicados na Figura 3. O eixo da esquerda representa a fra\u00e7\u00e3o F do nicho ocupado e no eixo \u00e0 direita est\u00e1 o valor do desmatamento acumulado.<\/p><p>A metodologia de estabelecer a curva de tend\u00eancia \u00e9 simplesmente aplicar aos dados dispon\u00edveis o melhor ajuste para o tipo de fun\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica utilizada (log\u00edstica). \u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3657\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/figura3_104.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"716\" data-wp-pid=\"3657\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 3: Desmatamento acumulado na Amaz\u00f4nia Legal e ajuste baseado em uma curva log\u00edstica, mostrando a tend\u00eancia de se limitar a expans\u00e3o do desmatamento.<\/p><p>Pelo ajuste, o total desmatado da regi\u00e3o amaz\u00f4nica at\u00e9 2018 \u00e9 de 796 mil km<sup>2<\/sup>, correspondentes a 19,4% da \u00e1rea total da Amaz\u00f4nia (estimada em 4,109 milh\u00f5es de km<sup>2<\/sup>) <a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a>. A previs\u00e3o da \u00e1rea final desmatada corresponde a 22% da \u00e1rea da Amaz\u00f4nia.<\/p><p>Dentro dessa perspectiva de m\u00e9dio prazo os dados sobre o desflorestamento mostram uma evolu\u00e7\u00e3o relativamente positiva j\u00e1 que haveria uma preserva\u00e7\u00e3o de quase 80% de uma floresta nativa o que \u00e9 excepcional em termos mundiais. J\u00e1 a a\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria sobre a biodiversidade ainda permanece largamente ignorada. Isto se deve n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 enorme variedade e complexidade desse bioma, mas tamb\u00e9m aos ainda limitados esfor\u00e7os cient\u00edficos realizados para elucid\u00e1-la.<\/p><p>Pode-se observar que os dados reais apresentam uma oscila\u00e7\u00e3o em torno do ajuste e estar\u00edamos passando de um per\u00edodo em que a evolu\u00e7\u00e3o real estava abaixo da tend\u00eancia para uma onde haveria uma fase um pouco acima da previs\u00e3o.<\/p><p>O fen\u00f4meno dessas oscila\u00e7\u00f5es em torno da m\u00e9dia j\u00e1 foi muito bem explorado por C. Marchetti e J. I. Vargas conforme comentado no artigo anterior.<\/p><p>Essas oscila\u00e7\u00f5es ficam mais vis\u00edveis quando comparadas com na representa\u00e7\u00e3o de Fisher Pry mostrada na Figura 4. No caso, o ajuste foi automaticamente refeito quando foram introduzidos os dados dos \u00faltimos anos. O ajuste obtido \u00e9, no entanto, muito pr\u00f3ximo do anterior. A Figura 4 ilustra tamb\u00e9m a metodologia usada para o ajuste e proje\u00e7\u00e3o.<\/p><p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3658\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/figura4_104.png\" alt=\"\" width=\"783\" height=\"772\" data-wp-pid=\"3658\" srcset=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/figura4_104.png 783w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/figura4_104-300x296.png 300w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/figura4_104-768x757.png 768w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/figura4_104-100x100.png 100w, http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/figura4_104-600x592.png 600w\" sizes=\"(max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 4: Representa\u00e7\u00e3o <em>Fisher-Pry<\/em> da fun\u00e7\u00e3o log\u00edstica do desmatamento da Floresta Amaz\u00f4nica (1977 \u2013 2018).<\/p><p>A curva mostrada nas Figuras 3 e 4 corresponde aos dados acumulados de desmatamento, ou seja, \u00e0 integral dos dados de acr\u00e9scimos anuais de desmatamento mostrados na Figura 2, acrescida de uma estimativa do valor at\u00e9 a data inicial. A curva das varia\u00e7\u00f5es, dita diferencial, \u00e9 mostrada na Figura 5, juntamente com o ajuste usado no artigo anterior (dados at\u00e9 2016).<\/p><p>A tend\u00eancia observada na Figura 3 parece coerente com uma estabiliza\u00e7\u00e3o na \u00e1rea coberta pela Floresta Amaz\u00f4nica dentro do prometido pelas autoridades brasileiras na Confer\u00eancia de Paris. Apenas o tempo de estabiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 um pouco maior. Uma melhor ideia do que significa esse ajuste, em termos de desflorestamento, surge da Figura 5 que representa os valores anuais e o ajuste<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p><p style=\"text-align: left;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3659\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Imagem1.png\" alt=\"\" width=\"787\" height=\"708\" data-wp-pid=\"3659\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 5: Compara\u00e7\u00e3o do desflorestamento anual verificado com o ajuste log\u00edstico<\/p><p>A Figura 5 mostra o comportamento da taxa de desmatamento, permitindo distinguir as varia\u00e7\u00f5es ocorridas, muito sujeitas a circunst\u00e2ncias econ\u00f4micas e pol\u00edticas, sobrepostas a uma tend\u00eancia de longo prazo que passou por um m\u00e1ximo em 1992 e se aproximaria do zero menos drasticamente do que se poderia desejar, mas mais coerente com o processo normal de evolu\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos sociais complexos.<\/p><p>Vale a pena analisar os picos e vales do processo e suas circunst\u00e2ncias: O ano de 1991 \u00e9 o segundo do Governo Collor que apresentou forte recess\u00e3o no primeiro ano e foi precedido por grave crise econ\u00f4mica e financeira. Os dados da Figura 5, n\u00e3o mostram o poss\u00edvel pico no desmatamento. O ano de 1995, pico de desmatamento, foi o primeiro ano do Governo FHC e o ano 2004 o segundo do Governo Lula tendo sido precedido por profunda crise financeira na transi\u00e7\u00e3o de governos. Estamos assistindo, n\u00e3o h\u00e1 mais d\u00favida agora, a uma retomada do desmatamento que j\u00e1 vem do governo anterior e estamos ainda imersos em uma profunda crise econ\u00f4mica; o in\u00edcio do desmatamento coincide praticamente com o da crise. Tentativas de associar atividade econ\u00f4mica e desmatamento da Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m foram feitas como parte de nossas an\u00e1lises anteriores, com \u00eaxito limitado.<\/p><h1><strong>4\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>Enfrentando a Crise<\/strong><\/h1><p>Mesmo tendo sido provavelmente provocada pelo uso equivocado do indicador, houve uma escalada de declara\u00e7\u00f5es internas e externas que j\u00e1 configuram a Crise.<\/p><p>A atual retomada do desmatamento iniciou-se em 2015 e tem aparente seguimento em 2019. At\u00e9 agora, os dados existentes deixam d\u00favida se assistimos uma simples retomada da trajet\u00f3ria natural indicada neste trabalho pela curva \u201cde ajuste\u201d ou se tratar de um novo ciclo de desmatamento aproveitando o v\u00e1cuo de poder que ocorre frequentemente em mudan\u00e7as de governo ou mesmo a expectativa de afrouxamento da pol\u00edtica de conten\u00e7\u00e3o do desflorestamento.<\/p><p>O alarme atual em torno do tema n\u00e3o se deve a uma indica\u00e7\u00e3o clara fornecida pelos \u00edndices, mas a uma interpreta\u00e7\u00e3o precipitada da compara\u00e7\u00e3o de um m\u00eas de junho com \u00edndice anormalmente baixo de 2018 com um poss\u00edvel \u00edndice alto do mesmo m\u00eas em 2019. As amostragens de outros per\u00edodos n\u00e3o confirmam a possibilidade de ser real um crescimento de quase 100% no desmatamento anual como aventado.<\/p><p>A situa\u00e7\u00e3o criada tem motiva\u00e7\u00f5es pol\u00edticas no Brasil e no exterior, agravadas por erros de comunica\u00e7\u00e3o do Governo. Com efeito, existe, do lado do Governo Federal, um discurso que pode ser interpretado como de perda de import\u00e2ncia da atitude ambiental considerada \u201cpoliticamente correta\u201d. Do outro lado, existe a leg\u00edtima preocupa\u00e7\u00e3o, interna e externa, com a preserva\u00e7\u00e3o da natureza e uma somat\u00f3ria de interesses pol\u00edticos da oposi\u00e7\u00e3o de contrariar o governo, al\u00e9m de interesses externos de disseminar a incapacidade do Brasil de controlar a prote\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia.<\/p><p>Os dados ambientais necess\u00e1rios \u00e0 defesa da posi\u00e7\u00e3o brasileira existem, mas foram colocados em d\u00favida pelas discuss\u00f5es dentro do pr\u00f3prio Governo. Esse desentrosamento tamb\u00e9m dificulta a tomada de medidas efetivas de repress\u00e3o ao desmatamento, j\u00e1 complexas pela falta de recursos para a verifica\u00e7\u00e3o nos locais indicados pelo sistema e a pr\u00f3pria conten\u00e7\u00e3o dos inc\u00eandios.<\/p><p>Os dados hist\u00f3ricos dispon\u00edveis a respeito do desmatamento ao longo de tr\u00eas d\u00e9cadas mostram um comportamento que \u00e9 t\u00edpico de situa\u00e7\u00f5es em que o equil\u00edbrio se estabelece por um jogo de for\u00e7as e interesses. A tend\u00eancia de longo prazo ao longo de 30 anos \u00e9 a de \u00eaxito na conten\u00e7\u00e3o do desmatamento amaz\u00f4nico como assinala o ajuste mostrado na Figura 5 e anteriores,<\/p><p>Sempre existe o perigo real de que um descuido institucional na defesa das florestas possa vir a causar uma grave perda da cobertura florestal como nos epis\u00f3dios de 1995 e 2004, ambos em in\u00edcio de governo.<\/p><p>Por outro lado, os compromissos brasileiros na Confer\u00eancia de Paris que prometem, para o final de 2030, zerar a contribui\u00e7\u00e3o florestal \u00e0 emiss\u00e3o de CO2 podem n\u00e3o ser realiz\u00e1veis.<\/p><p>Pode-se perceber na Figura 5 que a tend\u00eancia projetada n\u00e3o prev\u00ea o desmatamento zero para a Amaz\u00f4nia. Medidas de recomposi\u00e7\u00e3o de florestas na pr\u00f3pria Amaz\u00f4nia e em outros biomas poderiam compensar as emiss\u00f5es e possibilitar o alcance das metas. Isso quase certamente n\u00e3o acontecer\u00e1 em um quadro de recess\u00e3o econ\u00f4mica e em uma atividade onde a reposi\u00e7\u00e3o, mesmo na presen\u00e7a de recursos \u00e9 lenta. N\u00e3o interessa tamb\u00e9m a ningu\u00e9m que as metas globais de emiss\u00e3o no Brasil se cumpram a custa da recess\u00e3o prolongada que compense as prov\u00e1veis emiss\u00f5es florestais.<\/p><p>Na mesma revista em que foi feita a an\u00e1lise do desflorestamento (E&amp;E 95), tamb\u00e9m foram apontadas as previs\u00edveis dificuldades do cumprimento das metas estabelecidas, sobretudo se forem criadas condi\u00e7\u00f5es de uma nova expans\u00e3o da economia que \u00e9 absolutamente vital para o bem-estar e a paz social da Na\u00e7\u00e3o. Vale repetir as conclus\u00f5es do artigo \u201cAs Metas brasileiras de emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa e a Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada &#8211; CND do Brasil\u201d:<\/p><table width=\"100%\"><tbody><tr><td><p><span style=\"color: #666699;\">&#8220;A intensidade de emiss\u00f5es (relativas ao PIB) no Brasil j\u00e1 se encontra em um patamar muito baixo em raz\u00e3o da presen\u00e7a dos renov\u00e1veis. Manter os atuais coeficientes j\u00e1 \u00e9 um desafio para muitos setores. N\u00e3o parece racional a passividade nos setores produtivos na aceita\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es adicionais em alguns destes itens. Talvez muitos acreditam que recursos externos ou do pr\u00f3prio governo resolver\u00e3o os problemas: isto \u00e9 certamente uma ilus\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #666699;\">As metas que se transformaram em compromisso, s\u00e3o ambiciosas como solicitadas aos pa\u00edses (pela ONU). As metas Emiss\u00f5es\/PIB setoriais podem se revelar incompat\u00edveis com o crescimento. A recente tentativa de modifica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o sobre o uso da terra na Amaz\u00f4nia \u00e9 talvez a primeira rea\u00e7\u00e3o organizada de setores econ\u00f4micos contra medidas associadas \u00e0s emiss\u00f5es de GEE. Seria melhor para o conceito do Pa\u00eds que as metas merecessem uma discuss\u00e3o mais profunda antes de serem assumidas.&#8221;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #666699;\"><em>Carlos Feu Alvim e Olga Mafra na E&amp;E 95 <\/em><\/span><\/p><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><p>Infelizmente, isso n\u00e3o ocorreu. A atitude das for\u00e7as produtivas brasileiras foi a \u201calegre aceita\u00e7\u00e3o\u201d sem contesta\u00e7\u00e3o dos compromissos assumidos. Deve-se reconhecer que as metas foram fixadas sem o necess\u00e1rio di\u00e1logo com os setores interessados. Isso aconteceu n\u00e3o obstante as tentativas do Minist\u00e9rio de Meio Ambiente de propiciar os foros de discuss\u00e3o que esbarraram na incapacidade de di\u00e1logo fundamentado, devido ao escasso tempo dispon\u00edvel e da falta da prepara\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica que possibilitasse uma discuss\u00e3o fundamentada com os setores produtivos. \u00a0<\/p><p>Para atenuar as poss\u00edveis preocupa\u00e7\u00f5es, alegou-se que estavam sendo fixadas <strong>apenas<\/strong> inten\u00e7\u00f5es de contribui\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria e n\u00e3o compromissos. A realidade est\u00e1 demonstrando que mesmo compromissos volunt\u00e1rios assumidos pelo Pa\u00eds acabam se tornando obriga\u00e7\u00f5es pass\u00edveis muitas vezes de justificar retalia\u00e7\u00f5es.<\/p><p>Outro fator a considerar \u00e9 que mesmo sendo mantidos os compromissos, s\u00e3o esperadas oscila\u00e7\u00f5es em torno da trajet\u00f3ria para alcan\u00e7ar as metas estabelecidas. Em um sistema de equil\u00edbrio din\u00e2mico de for\u00e7as socioecon\u00f4micas, nem sempre \u00e9 poss\u00edvel atingir as metas. Isto deve ser encarado de forma natural e a apura\u00e7\u00e3o constante dos progressos alcan\u00e7ados e as justificativas do que est\u00e1 acontecendo auxiliam a alcan\u00e7ar este equil\u00edbrio. Outros pa\u00edses dever\u00e3o rever suas metas e isto pode ser feito em um clima de concerta\u00e7\u00e3o.<\/p><h1><strong>5\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h1><p>A situa\u00e7\u00e3o presente encerra amea\u00e7as ao conceito do Pa\u00eds e pode acarretar danos \u00e0 Soberania Nacional e dever\u00e1 ser enfrentada com a seriedade impl\u00edcita na amea\u00e7a existente e preferentemente com recursos pr\u00f3prios. A entrada desordenada de equipes de \u201csalvamento\u201d da Amaz\u00f4nia pode produzir danos importantes \u00e0 vis\u00e3o de nossa capacidade de lidar com o problema. A eventual ajuda externa \u00e9 bem vinda, desde que sob o controle nacional.<\/p><p>Deve-se reconhecer que o Governo parece ter compreendido a gravidade da situa\u00e7\u00e3o, embora ela tenha sido ativada com o que nos parece um falso gatilho. Isso motivou um pronunciamento presidencial e reuni\u00f5es de coordena\u00e7\u00e3o no mais alto n\u00edvel governamental.<\/p><p>\u00c9 muito importante que seja mantida a credibilidade de nossas institui\u00e7\u00f5es encarregadas da apura\u00e7\u00e3o e verifica\u00e7\u00e3o dos compromissos assumidos e dos mecanismos, t\u00e9cnicos ou de for\u00e7a que tem o Estado para corrigir os eventuais desvios. Do contr\u00e1rio, seria propiciar aos cr\u00edticos externos novos motivos de alimentar suspei\u00e7\u00f5es e fortalecer sua cobi\u00e7a. Nossos \u00f3rg\u00e3os ambientais competentes e independentes fazem parte da primeira linha de nossa defesa. Essa consci\u00eancia deve existir tanto nesses \u00f3rg\u00e3os como nas demais autoridades do Governo e, sobretudo, na sociedade nacional.<\/p><h1>6\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Bibliografia<\/h1><p><strong>Vargas , J. I. e Gorgozinho, P. M. 2012.<\/strong> Modelagem Matem\u00e1tica Simples do Desmatamento da Amaz\u00f4nia. <em>Economia e Energia E&amp;E. <\/em>[Online] Setembro de 2012. http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/eee86p.pdf.<\/p><p><strong>Vargas, J. I., Grandsire, R. e Alvim, C Feu. 2017.<\/strong> Acompanhamento da evolu\u00e7\u00e3o do eesflorestamento da Amaz\u00f4nia usando modelagem matem\u00e1tica simples. <em>Economia Energia &#8211; E&amp;E 95. <\/em>[Online] setembro de 2017. http:\/\/ecen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/eee95p.pdf.<\/p><p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> PRODES\/IMPE-EMBRAPA Taxas anuais do desmatamento &#8211; 1988 at\u00e9 2016: Taxa de desmatamento anual (km2\/ano) em <a href=\"http:\/\/www.obt.inpe.br\/prodes\/prodes_1988_2016n.htm\">http:\/\/www.obt.inpe.br\/prodes\/prodes_1988_2016n.htm<\/a><\/p><p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> Governo Brasileiro: Comunica\u00e7\u00e3o Nacional para a Conven\u00e7\u00e3o Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima, Brasilia, 1994. em<\/p><p><a href=\"http:\/\/sirene.mcti.gov.br\/documents\/1686653\/1706391\/205854.pdf\/5eadb8ca-f316-49ec-9dd1-7ba80754b20d\">http:\/\/sirene.mcti.gov.br\/documents\/1686653\/1706391\/205854.pdf\/5eadb8ca-f316-49ec-9dd1-7ba80754b20d<\/a>.\u00a0<\/p><p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> Marta Salomon e T\u00e2nia Monteiro, Maior parte de \u00e1rea desmatada da Amaz\u00f4nia virou pasto, Estado de S\u00e3o Paulo, 03\/09\/2011 citando relat\u00f3rio Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) apresentado ontem ao Pal\u00e1cio do Planalto no dia anterior.<\/p><p><a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/noticias\/geral,maior-parte-de-area-desmatada-da-amazonia-virou-pasto-mostra-estudo-imp-,767823\">http:\/\/www.estadao.com.br\/noticias\/geral,maior-parte-de-area-desmatada-da-amazonia-virou-pasto-mostra-estudo-imp-,767823<\/a><\/p><p>_________________<\/p><p><strong>Notas<\/strong><\/p><p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> O termo desflorestamento \u00e9 mais apropriado para o que se quer \u00a0medir na Amaz\u00f4nia, por for\u00e7a de uso, o termo desmatamento, correntemente usado no mesmo sentido, ser\u00e1 muitas vezes usado neste trabalho em substitui\u00e7\u00e3o ao desflorestamento.<\/p><p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Os dados recentes aqui analisados parecem, no entanto, n\u00e3o se enquadrar inteiramente como oscila\u00e7\u00f5es de curta dura\u00e7\u00e3o, como as anteriormente observadas, e devem ser acompanhados com aten\u00e7\u00e3o.<\/p><p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <a href=\"http:\/\/www.obt.inpe.br\/OBT\/noticias\/alertas-do-deter-na-amazonia-em-junho-somam-2-072-03-km2\">http:\/\/www.obt.inpe.br\/OBT\/noticias\/alertas-do-deter-na-amazonia-em-junho-somam-2-072-03-km2<\/a><\/p><p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Dados referentes ao m\u00eas de junho estimados a partir da Figura 1.<\/p><p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Essa dificuldade refor\u00e7a o problema de se tomar um m\u00eas isolado para avaliar a varia\u00e7\u00e3o de desmatamento. O INPE costuma advertir em todos os seus boletins de desmatamento para um problema adicional que \u00e9 a forte influ\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es de visibilidade sobre o valor da avalia\u00e7\u00e3o mensal.<\/p><p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Corresponde \u00e1 Figura 2 com a curva de ajuste.<\/p><p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\"><\/a><\/p>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mat\u00e9ria em discuss\u00e3o:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; NOVA ONDA DE DESFLORESTAMENTO NA AMAZ\u00d4NIA&nbsp; O QUE DIZEM OS DADOS OBJETIVOS Carlos Feu Alvim e Olga Mafra (autoria provis\u00f3ria dessa edi\u00e7\u00e3o preliminar) Resumo Em 2012 e 2017, em artigos sob a coordena\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Israel Vargas, apresentamos a an\u00e1lise e revis\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o dos dados de desflorestamento anuais na Amaz\u00f4nia, usando &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"http:\/\/eee.org.br\/?p=3753\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Desflorestamento da Amaz\u00f4nia&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3748,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[76,125],"tags":[34,37,30,31,36],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3753"}],"collection":[{"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3753"}],"version-history":[{"count":9,"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3753\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4478,"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3753\/revisions\/4478"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3748"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3753"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3753"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/eee.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3753"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}